Não é novidade para ninguém dizer que o blog está meio paradão e com as postagens não atendendo aos dias combinados. Não é querendo justificar as nossas faltas, mas fim de semestre e muitos trabalhos da faculdade atrapalharam muito o funcionamento normal. Quem acha que a vida de universitário é fácil, está muito enganado, certo? Também como pessoas normais queremos, senão férias, pelo menos um recesso respeitável para descansar, é claro, discutir e implantar as novas ideias que temos para o blog.
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domingo, 25 de dezembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Sobre os "finados" emos...
Compartilho com vocês, agora, descobertas que me fazer realmente refletir sobre como a música e as mudanças sociais andam juntas, mudando nessa globalização que nos cerca.
O fato é que estava eu, pesquisando sobre os finados emos para uma disciplina na faculdade quando descubro que eles vão além, muito além, de uma simples modinha dos anos 2000.
O emo tem suas raízes do punk nos anos 80 e, antes de significar franjas enormes, roupas escuras com desenhos e all stars coloridos, eram apenas um estilo de música, o emocore, que unia o som agressivo do punk e do hardcore a letras introspectivas e poéticas. Na época, o emo era encabeçado pelas bandas Embrace e Rites of Spring (percebam como é totalmente diferente do som que conhecemos hoje).
O que aconteceu foi que, com o passar do tempo, o emo foi sendo ressignificado e apropriado, quer seja na música, com o surgimento de bandas nos anos 2000 como My Chemical Romance, quer seja na socieade, com o surgimento de tribos que passaram a representar o estilo esteriotipado que já conhecemos (franjas, all stars, homossexualismo, lágrimas, e tudo mais).
Mas vale ressaltar que, muito mais que uma necessidade de defender um estilo de vida, os emos são um rótulo resultado da parceria entre o marketing da mídia e o senso comum. É o que mostra o especial MTV sobre a história do emo no Brasil.
E a influência da mídia nas construções e desconstruções musicais não para. Os coloridos e o chamado happy rock, cujos expoentes, poderíamos dizer, são Restart e Cine, é mostrado na mídia como o fim da fase emo e o surgimento de uma nova tendência de música feliz para a adolescência quando, na verdade, é apenas mais uma moda, estilo e estratégia de marketing que ,não necessariamente, veio do emo.
Se os emos tal qual como os conhecemos, morreram, não foi pelo surgimento dos coloridos, e sim por terem sido um mero rótulo midiático e social sem consistência, que se distanciou de suas raízes, e que teria de dar lugar a uma nova moda.
domingo, 20 de novembro de 2011
É tão verdade que parece mentira

Imagine um jornalismo sem venerar os grandes nomes, sem pautar temas que já aparecem na mídia que já não nos comovem por mais trágicos que pareçam ser. Imagine, então, um livro que mostre a realidade que, de tão dura e dramática, pareça literatura. É isso o que se pode encontrar na obra "A vida que ninguém vê", da jornalista Eliane Brum, vencedora do Prêmio Jabuti 2007 na categoria "Reportagem"


Com textos que parecem transitar entre a crônica e a reportagem, Eliane Brum escolhe personagens e neles busca o universal e o singular de grandes histórias que muito mais informam sobre a vida que as informações factuais que vemos todos os dias nos jornais. Tudo isso a autora faz guiada pela máxima em suas próprias palavras: "não existem vidas comuns, só olhares domesticados".
Compatilho com vocês trechos do texto "Enterro de Pobre", um dos mais densos e expressivos do livro:
"Não há nada mais triste do que enterro de pobre. Porque o pobre começa a ser enterrado em vida. Quem diz é Antonio, um homem esculpido pelo barro de uma humildade mais antiga do que ele. Um homem que tem vergonha até de falar e, quando fala, teme falar alto demais. E quando levanta os olhos, tem medo de ofender o rosto do patrão apenas pela ousadia de erguê-los. Quem diz é Antonio Antunes. Ele acabara de sepultar o caixão do filho por um momento, mas a funcionária que foi buscar a criança na geladeira não deixou. Antonio tinha comprado uma roupinha de sete reais no centro de Porto Alegre para que o filho não fosse sepultado nu como um rebento de bicho. Mas não pôde vesti-lo. Restou a Antonio o caixãozinho branco que ninou nos braços até a cova número 2026 do Campo Santo do Cemitério da Santa Casa.(...)
Nada se encerrou para Antonio porque ele sabe que em breve estará de volta. E será tudo como foi. Como sempre foi, na morte como na vida. Deixa para trás o filho sem nome, sepultado na cova rasa, sem padre e sem flor. Porque a cova de pobre tem menos de sete palmos, que é para facilitar o despejo do corpo quando vencer os três anos de prazo. Então é preciso dar lugar a outro filho pequeno de pobre por mais três anos. E assim sucessivamente há 500 anos.
Debaixo de cada uma das mais de duas mil cruzes semeandas na terra fofa do Campo Santo há uma sina como a de Antonio. Para entender o resto da história que ainda virá é preciso conhecer o que é a morte do pobre. É necessário compreender que a maior diferença entre a morte do pobre e a do rico não é a solidão de um e a multidão do outro, a ausência de flores de um e o fausto do outro, a madeira ordinária do caixão de um e o cedro do outro. Não é nem pela ligeireza de um e a lerdeza do outro.
A diferença maior é que o enterro de pobre é triste menos pela morte e mais pela vida."
[26 de junho de 1999]
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Trilha Sonora
Meu pai, que estava passando por trás de mim, teve daquelas coisas que posso dizer que saiu do caminho que estava seguindo e se inclinou se apoiando nas costas da cadeira em que eu estava apoiado. Eu estava escutando Arnaldo Antunes pelo computador.
Ele disse, balbuciando mesmo, Esse aí sabe o que tá falando. E ficou ali mais um tempão, sem nem mesmo falar comigo. Acho que sempre foi um pouco difícil compartilhar os mesmos gostos com o pai. Eu tava me sentindo muito vazio, e aquela música me reconfortava dando algo para colocar naquele vazio. Esperança, talvez - ou um monte de merda. Interessante era o meu pai escutando isso. Agora eu estou pensando, porra, será mesmo que a Elis tá certa? A gente e os nossos pais não é assim tão diferente?
Um dia parei para colocar num papel as coisas que eu queria realizar em... não estabeleci um prazo. Prazos enganam. A pressa em resolver tudo dentro do prazo, principalmente naquilo que tange à própria vida acaba dando lugar á própria realização do projeto. O tempo faz esquecer o que nos trouxe até aqui. Prometi a mim mesmo saber tudo o que conseguiria estudando tudo em Física, ler tudo o que eu podia de Machado de Assis e pra fechar com chave de ouro, viver uma paixão enlouquecedora.
Eu realmente não sabia muito bem o que fazer. E isso me pareceu o mais lógico, sabe? A gente sempre sabe que sabe um pouquinho, mas tudo o que a gente vê na rua é a gente cometendo o mesmo erro, como se não soubesse de nada. Fui começando, então, tentando saber de alguma coisa.
No final, acabei cursando Engenharia, comprando logo a Antologia de Machado de Assis, porque todos aqueles livros pequenos juntavam muita poeira, é sempre melhor ter antologias, ficam mais bonitinhas na estante. A vida toda de um autor em 4 volumes. É bem bonito de se ver. Em relação ao terceiro ponto, bem, até hoje procuro minha sanidade pelas esquinas.
É aquela coisa, sabe? Por um momento aparece uma sensação que você chegou num ponto de uma estrada sem saber mais ou menos como foi parar lá. De repente estava, quando deu por si, já tava um pouco mudado, num lugar diferente.
Sabe... quando finalmente sabia resolver tudo nos livros de física do ensino médio, quando só faltava os contos machadianos pra ler, e estava começando a avaliar se era realmente amor o que eu sentia pela guria... é, acho que não tenho mais muita coisa o que fazer.
Eu desisti de Engenharia. Até hoje não consegui terminar de ler Machado de Assis. Nunca mais vi a menina. Até a vejo todo dia, mas agora é outra.
Comecei a fazer Jornalismo mais por inércia do que por necessidade, conheci um autor chamado James Joyce e no meio desses novos projetos de meia-tigela, não dou mais responsabilidades aos sentimentos - quase um desprojeto, mas não deixa de ser, né?
Sempre me vem à cabeça, agora não uma canção, mas um trecho de um autor.
"Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo "esboço" não é a palavra certa porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro."
- A Insustentável Leveza do Ser
Lindo, não?
Eu nunca mais me atrevi a fazer projetos claros. Apesar dos projetos terem me dado a oportunidade de saber de coisas que hoje me fazem parecer inteligente, não vale muita coisa, sabe? Todos esse livros e essas mágoas de mulheres dão muito assunto para conversar em bares e em paradas de ônibus. E nada mais.
Desde que não se ache que já se viveu tudo o que se tinha pra viver e use isso para achar que já sabe tudo sobre como viver pelo resto da vida, pode-se ficar tranqüilo.
hahahahaahaha Mas quem fica tranqüilo? Tentar explicar como é a vida baseado nas míseras coisas que conseguimos fazer faz parte. Não sei mais o que falar.
O resto da vida está todo aí, mas parece que perdemos todo o ânimo na realização do último projeto. Eu acho que perdi, da minha parte. Estou me sentindo sem forças. Deixe-me sozinho por agora. Preciso beber um pouco e escutar uma boa música.
Amanhã pela manhã, num acesso de coragem, vou fazer algo diferente, vou embora!
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Certo, segunda-feira é o dia do Murilo, nera não? Pois, para quem não se lembra, ou ainda quem não viu, oia o que foi que a gente inventou de fazer!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Nota de Esclarecimento
Venho por meio desta pequena nota esclarecer algumas novas disposições e diretrizes do Blog, decididas em um almoço-reunião no shopping Benfica a muito custo. Digo a muito custo, pois tinha alguma pessoa ou criatura, ainda não se sabe, perto da gente que estava com sérios problemas intestinais ou como se diz no popular: morta por dentro, atrapalhando a concentração e respiração de todos. Mesmo com tais distrações, como pessoas responsáveis e profissionais, meio esverdeados, fomos até o final da reunião.
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| Não vai ser mais todo dia... |
| Vai ficar mais difícil! |
No mais, continuem nos lendo, comentando e criticando.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Hoje o medo vira festa!

E aqui caímos hoje, exatamente, em uma daquelas datas lembradas por muitos apenas porque envolve festas, comes e bebes: o Haloween, ou, na versão portuguesa, Dia das Bruxas. E se envolve festas, é claro que não podemos deixar de lebrar de músicas que remetem à esse universo divertido de "terror, sangue e medo".
Primeiro, um Halloween não pode ser comemorado sem Thriller. O grande hit de Michael Jackson é homenagem especial aos zumbis.
Se o lance é rock n´roll, o heavy metal de The Number of the beast, do Iron Maiden, não pode ficar de fora.
Mas se a intenção é "abrasileirar" o halloween, porque não investir em músicas que remetem ao nosso folclore?
Na última das opções, quem sabe em fim de festa ou já no início, a Xuxa sempre é uma solução pra animar o esqueleto!
Enfim, ficam aqui algumas dicas caso você queira realmente comemorar esse dia de hoje. Por via das dúvidas, fantasias e bebidas serão sempre a solução para qualquer Halloween! Só não esqueça de me chamar, é claro!
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
No te gustas el Rock Latino? No creo!

Depois de uma semana bem latina (sem alusão alguma ao cantor da vergonha alheia) no Festival UFC de cultura e em uma festinha promovida na minha casa com a temática, confesso que tenho uma nova paixão músical. Se é difícil adimitir que gosto de músicas com ritmos latinos, quando o rock entra nesse universo parece ficar mais fácil.
Ai você me pergunta: essa mistura dá certo? A banda uruguaia "El cuarteto de nos " mostra que sim! Letras bem elaboradas são uma marca da banda, o que é muito bem exemplificado pela canção "Ya no sé qué hacer comigo".
Para os que gostam de ritmos mais dançantes, o famoso cantor "Juanes" mostra como as guitarras e os ritmos latinos são bem empregados em letras "calientes"!
Mas a língua espanhola, por si só, já é um elemento latino e diferencial para o rock. A banda mexicana Maná mostra que, mesmo em musicas de pop rock bastante tradicional, como "Arde el Cielo", guarda-se um elemento latino essencial: a voz inconfundível de Fernando Olvera.
Mas quem disse que um bom rock latino precisa ser cantado em espanhol? A música "Smooth" se utiliza de pianos de bolero e percussões latinas, mas o rock é marcado na bateria, nas frases de guitarra de Carlos Santana e na voz carregada de Rob Thomas.
Com tudo isso, dá pra ver que não é preciso ir muito longe pra se buscar um rock dançante e de qualidade. A América Latina, nesse aspecto, anda muito bem, sabendo aliar suas raízes musicais a música além de suas fronteiras.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Forgotten Boys - Como poderia esquecê-los?

No último sábado, dia 15, tive a chance de conhecer e curtir no Acervo Imaginário o Forgotten Boys, banda paulistana que existe desde o fim dos anos 90. Pouco público, mas ótimo show.
A banda tocou músicas agitadas do começo ao fim. Nada de baladas ou canções para se dançar a dois. O Forgotten Boys mostrou que não abre mão de seu estilo, digamos assim, hard-punk-rock n´roll em troca de gritos femininos, apesar de já conseguirem isso mesmo com o som relativamente agressivo que levam.
Durante as quase duas horas de show, deu pra ver que o Forgotten parecem guarda em seu som várias influências como Ramones, The Hives, Foo Fighters, entre várias outras bandas do bom e velho rock n´roll como Led Zepellin e AC/DC.
Um dos pontos altos da noite foi "Just Done", musíca com uma levada hard rock com a qual é impossível se conter. O rock n´ roll cantado em português de "Quinta-feira" também não poderia faltar.
Os Forgotten, porém, se não deixaram que eu os esquecesse, esqueceram-se de tocar músicas importantes para a banda e para o público, como "5 Mentiras"
Mas é algo perdoável. A banda vai lançar um novo álbum em breve e preferiu dar prioridade às suas novas canções, como "Another Place"
Fica aqui então, uma ótima sugestão de show para quem gosta de vozes rasgadas, guitarras distorcidas e dançar sem parar. Se o Forgotten Boys é uma banda pouco conhecida na terra dos cabeças achatadas, pelo menos ganhou a admiração de mais um deles.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Mostra de Bandas Universitárias UFC - Bandas para todos os gostos (até pros piores)

Nas últimas quinta e sexta feira aconteceu a Mostra de Bandas Universitárias da UFC que muito revelou o nosso cenário músical universitário. Não tive a oportunidade de acompanhar todas as bandas, mas pelos shows que assisti pude perceber como as bandas caminham em construções musicais que vão de um extremo à outro, isso é, da inovação à mesmice, da criatividade ao "sem sal".
Das 16 bandas, 8 terão a oportunidade de tocar no Festival de Cultura UFC e foram selecionadas com base em critérios como performance de palco, arranjos musicais e interação com o público avaliados por um júri específico aliado à votação do público. E aqui vai o meu elogio à pelo menos, 4 bandas selecionadas: Sátiros, The Blues is On the Table, Selvagens à procura de lei e, principalmente, Galáctico Papa.
Tivemos bandas, me perdoem a expressão, fraquíssimas! Vitalize, a banda que se apresentou na sexta, no Bosque Moreira Campos, era mais uma banda modelo "Malhação", com um Pop Rock pobre em arranjos e uma performance muito tímida, isso sem falar na pouquíssima interação com o público.
Por outro lado, a banda Galáctico Papa surpreendeu em todos os aspectos. Ótima performance, singular, na verdade! Trajes totalmente desconexos revelam que a banda fez o que deu na telha, mostram atitude como poucas bandas tem, sem falar na ousadia das músicas com arranjos musicais que vão do funk ao black metal. Vale ressaltar também que a interação com o público sensacional, principalmente na música PICI UNIFOR. Sem dúvida, uma das bandas que mais merecia estar no festival!
E assim segue nossa música: enquanto uns fazem com que ela surja de si mesmos, outros nem a fazem surgir ou, se isso fazem, possuem modelos pré-concebidos que insistem em respeitar, mesmo não estando sujeito à exigências mercadológicas.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
I'm with you - Novas guitarras, velhos ritmos no som do Red Hot Chili Peppers
O Red Hot Chili Peppers deixou marcas na minha adolescência e, acredito, na de muita gente, com o célebre álbum Californication, que marcou uma fase da banda de grandes hits, como a própria Californication, Otherside e Scar Tissue. Um álbum que, eu diria, faz parte do nosso repertório "nostálgico", principalmente quando percebemos que os Peppers até agora não fizeram nada parecido.
Após o quase total fiasco que foi o álbum Stadium Arcadium (2006), com 4 músicas que se salvam (Tell me Baby, Hump the Bump, Dani California e Snow), em meio às 28 do álbum duplo, a banda vem com uma proposta diferente, melhor e mais ousada em I'm with you (2011).
O álbum é o primeiro sem o guitarrista John Frusciante. Em seu lugar, está agora Josh Klinghoffer, amigo pessoal dele, que influenciou no processo de produção desse novo álbum. É impossível não perceber que as guitarras dos Peppers estão mais pesadas e distorcidas, diferente dos timbres predominantemente leves de Frusciante.
O que fica de mais do mesmo dos Peppers em I'm with you é a levada funk bem característica como no single The Adventures of Rain Dance. Essa música, eu penso não ser uma das melhores do álbum, levando-se em conta o refrão fraco e a uniformidade musical que cansa os ouvidos, mas que é muito bem superada com a quebra rítmica de Ethiopia, quarta faixa do álbum.
O que também fica são as levadas dançantes, como no refrão de The Adventures of Rain Dance e na primeira faixa, Monarchy of Roses, que faz referência ao experimentalismo do álbum One Hot Minute. Did I let you know também entra na lista das dançantes, mas traz algo novo ao fazer um apelo claro à músicas latinas, com um ritmo que lembra "lambada" e trompetes que não me deixam mentir.
Algo que surpreendeu meus ouvidos foi a sonoridade do piano marcante em duas faixas: Happiness Loves Company e Even you Brutus?. Essa última, uma das mais expressivas faixas do álbum, mostram como a banda está tentando reinventar o seu som.
Mas quem quiser baladinhas pop na linha Californication, com guitarras limpas, não pode deixar de ouvir Police Station, Meet me at the Corner, ou ainda, Brendan's Death Song, música que talvez possua a melhor linha melódica e arranjos do álbum.
Enfim, acredito que o novo álbum do Red Hot Chili Pepers traz inovações tímidas de modo que a banda conserva sua identidade "Funk Pop Rock", se assim podemos falar. Não é um álbum ruim, mas, com certeza, não chega e não deve chegar aos pés de um Californication, apesar de representar uma qualidade musical muito superior ao fraco álbum Stadium Acadium.
Confira uma pesquisa de como está sendo a recepção do álbum na Internet no link a seguir
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Nevermind Neverdead

Quando escutei "Smells Like Teen Spirit", do álbum Nevermind, do Nirvana, pela primeira vez, meus pelos pubianos começavam a nascer e o meu gosto pelo rock começava a aflorar de um modo tão incontrolável quanto o princípio de libido característico daqueles meus 12, 13 anos. Tive vontade de pular, gritar, tocar aquela música que, naquele momento, era incontestavelmente boa. Só não tinha noção do significado que ela e o álbum tinha na história do rock , coisa que veio acontecer a poucos dias, quando um amigo me sugeriu esse post para não deixar passar em branco os 20 anos do álbum que mudaria os rumos da cultura pop.
É fato que a sonoridade do Nevermind revelou ao mundo da música a atitude do rock grunge, com guitarras que alternam entre a distorção e a clareza, vozes que alternam entre o grito e a melodia, músicas que alternam entre o "sujo" e o "limpo". Por si só, isso já torna o Nirvana uma das grandes bandas do Século XX.
Mas talvez esse nem tenha sido o grande legado do álbum que chegou a 30 milhões de cópias e beirou os 32 milhões de Sgt Pepers Lonely Hearts Club Band (dos Beatles). A maior herança deixada por Kurt Kobain, Krist Novoselic e Dave Grohl (que hoje comanda o Foo Fighters) com o segundo álbum da banda foi abrir as veias do mercado musical para a música alternativa. Em 1991, o pop de Micheal Jackson ainda reinava no mercado. Além disso, Guns n´Roses vinha com grandes hits no projeto Use Your Illusion e o Red Hot Chilli Pepers vinha com o consagrado álbum Bood Sugar Sex Magic.
Nevermind abriu as portas do rock grunge de Seatle para o mundo. Fez com que as grandes gravadoras corressem atrás de bandas da pacata cidade, como Pearl Jam e Alice in Chains. Inaugurou o rock dos anos 90 e deixou pra trás toda a onda oitentista musical do pop e do hardrock. Mostrou que o rock não se faz com luxo ou qualquer tipo de ostentação, mas com a simplicidade do baixo, da guitarra, da bateria, de roupas de flanela e de all star.
Como comemoração das duas décadas do álbum agora no mês de setembro, o Nevermind ganha uma versão de luxo que deve entrar no mercado ainda nesse mês. Confira novidades e curiosidades sobre o álbum:
As gravações de Butch Vig
Antes de ir à Califórnia para as sessões de Nevermind, o Nirvana gravou versões iniciais de faixas como Breed e Polly no estúdio do produtor Butch Big, Wisconsin. Era abril de 1990.
Os ensaios
Além da conhecida versão “sujinha” de Smells like teen spirit, sucesso na web, o CD desenterra os ensaios de faixas como Territorial pissings, além das raridades Old age e Verse chorus verse.
Mixagem alternativa
Cobain torcia o nariz para a mixagem “polida” de Nevermind, feita por Andy Wallace. Aqui, os fãs têm a chance de conhecer o acabamento que Butch Vig teria dado ao disco.
Show em DVD
Um show do Nirvana no Teatro Paramount, em Seattle. Além das faixas de Nevermind, o trio interpreta canções de Bleach.
A capa
Foi Kurt Cobain quem teve a ideia para a capa de Nevermind, enquanto assistia a um programa de tevê sobre partos debaixo d’água. Sugeriu ao artista gráfico da Geffen Records, Robert Fisher, a imagem do bebê nadando em direção à nota de dólar, pendurada no anzol. O menino Spencer Elden, filho de um amigo do fotógrafo responsável pelo ensaio, fez o trabalho direitinho. Mas, entre os executivos da gravadora, a pose provocou polêmica: foram feitas versões da capa com e sem a imagem do pênis do garoto. Cobain, em meio às discussões, sugeriu que o álbum viesse com este aviso: “Se você se sentiu ofendido por essa imagem, deve ser pedófilo enrustido”. A arte original venceu a briga.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Arsenic, o melhor do rock cearense?
Para quem não sabe, o programa global “Caldeirão do Huck” promoveu o concurso “Olha a Minha Banda”. A final do concurso foi ontem e a banda campeã teria o privilégio de tocar para milhares de pessoas no Rock n’ Rio. A vencedora foi a banda Arsenic, que passou pra trás as bandas Gritos de Paz, Agnela e Tri. Temos, então, uma banda que teoricamente “representa” o Ceará no festival com alcance nacional e internacional. Até aqui, tudo muito lindo não?
É agora que convém explicar as aspas que acabei de usar. Estou pronto, podem atirar as pedras, como diria nosso colunista Filipe Fernandes.
Porque acontece o seguinte: quando se trará de representar algo acredito que o que representa esse algo deve conter no mínimo alguma característica dele. Me pergunto então, o que a banda Arsenic tem do Ceará? Letras?...não. Características sonoras ou instrumentos?....também não. Povo da cabeça achatada?...nem isso!
Nessa história, tem algo mais grave. Representar pode significar, também, ser o melhor, a referência em algo. A banda Arsenic é, então, referência no rock cearense? Como ter um sim para essa resposta se a banda produz um rock “fofo”, que não se difere muito do que já é mostrado por NX Zero ou Fresno? Como a referência do nosso estado pode ser algo tão igual ao que já faz sucesso e é comercial em escala nacional? Como aceitar essa tendência a uniformizar todos os sons apenas para satisfazer o grande público?
Se pelo menos não tivéssemos por aqui bandas que buscam um som diferente, singular, que lhes dê identidade, mas isso existe. E nem precisa ser algo tão “anticomercial” ou complexo, basta saber aliar a comercialidade sem perder a originalidade e sem deixar de inovar, ainda que de forma tímida. A banda que me vem à cabeça agora é Selvagens à Procura da Lei. Com um som simples, porém original, os caras procuram letras bem elaboradas que fazem referência à Fortaleza, ao amor efêmero, ao sexo e coisas que vão muito além do “não me deixe só, tudo que eu quero é você”. Além disso, não escondem o sotaque fortalezense ao cantarem suas canções, o que vai contra a tendência quase involuntária dos vocalistas das bandas de rock de minimizarem seus sotaques regionais e cantarem à paulista ou carioca.
O que me conforta é saber que a Arsenic não foi escolhida com o critério de ser a melhor banda do nosso estado. Sei que a escolha envolveu o potencial de vendas da banda em escala nacional, o que, infelizmente, é verdadeiro. Mas junto a isso, um desconforto não deixa de ser incômodo: até quando vamos ver bandas sendo consideradas melhores por venderem mais? Até quando o grande público vai se sentir satisfeito com a mesma música e não vai se cansar dos clichês? Tomara que não demore muito.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Dancei Calypso mas era Oasis (tentando entender o tecnobrega).
Estava eu e vários amigos em uma festa em Recife, na última segunda-feira (5), dançando ao som do tão famoso tecnobrega, quando, de repente, escutamos uma música que nos parecia um tanto familiar. A batida eletrônica, num ritmo meio calypso, dava, então, uma nova roupagem a Don´t Look Back in Anger, sucesso do Oasis. Foi um choque tremendo, porém divertido. Nossa noite etílica ficou ainda mais animada ao som da banda inglesa tocada por Dj Cremoso.
O fato acabou gerando um depoimento de um amigo , que eu uso pra dar título a esse post, e me gerou uma tremenda inquietação: o que diabos é e de onde surgiu esse tal tecnobrega que balançou quase todas as nossas 4 noites em terras pernambucanas?
Pois bem. O tal estilo musical é basicamente a fusão do brega, calypso, carimbó e música eletrônica. Surgiu nos anos 2000 nas periferias de Belém do Pará de forma independente. Bombou. E foi da periferia para a metrópole. Na verdade, da metrópole paraense para o mundo. O ritmo foi exportado por Djs e pode ser escutado em cidades como Londres, Nova York, Paris e Montreal. Além disso, já ganhou uma reportagem no New York Times e aparece no documentário “Good Copy Bad Copy”, de Andreas Johnsen, Ralf Christensen e Henrik Moltke.
O grande milagre mercadológico do tecnobrega foi conseguir o sucesso das massas sem precisar da grande mídia. Através da remixagem e produção de músicas e vendas de CDs e DVDs em festas e feiras, o estilo conquistou sucesso de um modo alternativo para só depois, naturalmente, aparecer nas grandes emissoras de TV.
Os Djs de tecnobrega curiosamente fazem performances em shows que costumam remeter à modernidade e à tecnologia. É o caso dos Djs imãos Elison e Juninho, que usam o que seria uma nave no palco e efeitos luminosos e sonoros eletrônicos.
Mas penso que o grande barato do tecnobrega são as versões dançantes de músicas que, originalmente, não são tão animadas. O exemplo mais radical que eu encontrei foi a música The Scientist, do Coldplay, ao som de Dj Cremoso.
O fato é que em uma festa ao som da batida eletrônica do Pará, regada a doses alcoólicas não tão intensas, nem o mais conservador headbanger e nem o mais depressivo apreciador de Radiohead conseguem se conter.
Quem quiser pesquisar mais sobre o tema, recomendo o livro a seguir:
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Questões Indieanas
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| Franz Ferdinand, Take me out |
Pra começo de conversa, vamos deixar claro que o Indie não é algo novo. O gênero (se assim podemos chamá-lo) surgiu nos anos 80 no Reino Unido e nos Estados Unidos e, a princípio se relaciona a bandas undergrounds, com produção independente e alternativa e, portanto, sem vínculos com grandes gravadoras, mas que com o tempo cederam a essas gravadoras e, mesmo assim, conservaram seu som original. The Smiths e My Bloody Valentine são dois exemplos do Indie Rock em seus primórdios no Reino Unido.
Nos anos 90, o Indie Rock explodiu com bandas como Blur, Oasis e Pavement. Nessa geração é possível ver bandas que deixam o caráter mais “alternativo” do Indie Rock e cedem a uma produção mais comercial. Aqui compartilho a idéia de um amigo de que o Oasis, mesmo cedendo à comercialidade, soube produzir grandes músicas e se expressar como poucas bandas. O álbum (What´s the Story) Morning Glory? trouxe músicas da banda que se eternizaram, como Wonderwall e Don´t look back in anger.
Os anos 2000 vêm com bandas fortes, que, definitivamente não tem um público restrito por serem, ou pelo menos tentarem ser, indie rockers. The Strokes, Kings of Leon, Arctic Monkeys, The Killers, e Franz Ferdinand são claros exemplos da proposta do Indie Rock atual. A característica comum entre elas parece ser uma certa preocupação com um som meio “retrô” adaptado ao atual, com timbres de sintetizadores e instrumentos vintage (guitarra, baixo, bateria e teclado).
O fato é que o Indie Rock hoje, por vezes, foge de sua proposta inicial de produzir algo mais alternativo e inovador como certas bandas de hoje. Se por um lado, temos bandas que continuam a se inovar e explorar sons singulares que cada vez mais os identifiquem (Franz Ferdinand é um claro exemplo disso), por outro temos bandas que fugiram bastante de sua proposta inicial de um rock mais rebuscado. Basta ouvir uma música do Kings of Leon no começo da carreira, em 2004, como Pistol of Fire do álbum Aha Shake Heartbrake, e compará-la ao caráter comercial e “fofinho” de Use Somebody, do álbum Only by the Night, de 2008. E que fique claro que isso não é uma crítica pejorativa, apenas uma constatação.
Pistol of Fire:
Use Somebody:
Pistol of Fire:
Use Somebody:
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Tocando Uma
MURILO VIANA POR ELE MESMO:

Em 12 de julho de 1990 nasceu Murilo Valdo Viana Filho. É, eu sei, também acho meu segundo nome tosco. Pensei até que meu pai estava meio embriagado na hora de me batizar, mas acho que o seu Murilo Valdo Cordeiro Viana quis achar uma forma de ficar marcado em mim. Ele conseguiu. Ainda bem que as pessoas aliviam a barra com apelidos ou nomes carinhosos (ou não), como Mulittle (não tenho nada pequeno), Muliro, Maurício, Marcelo, Gurilo.... Em Quixadá, terra onde até as pedras são galinhas (esse é um comentário frequente de que não mora lá), tive uma infância alegre, mas uma adolescência meio sofrida. O romantismo me satisfez e me frustrou ao mesmo tempo, deixando-me rastros até hoje. Mas nunca deixei ele me consumir nem um terço. Fiz tantos amigos quanto pude e posso, fui feliz o quanto me permiti e me permito. O bom humor pra mim sempre foi e é a solução.
A partir dos 13, me envolvi com bandas, mas não com drogas. Foi uma fase boa, que bem me alimentou de sonhos, e que sinto falta. Aos 17, a vinda para Fortaleza tornou meus dias bem mais curtos. O posterior ingresso na faculdade de Jornalismo da UFC me deu uma nova casa. Acho que deveriam existir férias das aulas, mas não das pessoas. E o pior é que todo mundo fresca comigo por isso! Hoje, me sinto cada vez mais envolvido com cinema, música, literatura e jornalismo. O meu maior e mais utópico sonho, no momento, é conseguir ler, ouvir e assistir a tudo o que eu quero, além de poder trabalhar em algo que eu me realize (e tomara que seja no jornalismo). Aqui vou procurar, pretensiosamente, construir perfis de pessoas, tentando seguir a idéia da jornalista Eliane Brum que muito me inspira: não existem vidas comuns, apenas olhares domesticados. Além disso, vou tentar levar alguns papos sobre música e, vez por outra, vou tirar proveito desse espaço para fazer algum desabafo, contar alguma história que eu julgue de relevância, ou qualquer outra coisa. Portanto, sinta-se em minha casa. A diferença é que aqui você pode passar o tempo que quiser.
MURILO PELOS OUTROS:
Camila: Mumu é quase insuportável de tão fofo. Pra um lugar onde até as pedras são galinhas, até que de lá saiu uma boa pessoa, né?! :-)
Luiza: Mumu, embora ele não goste de admitir, é o apelido mais carinhoso e o preferido dele. É aquele cara super tranquilo, positivo e carinhoso, que vive rindo de tudo e pra todos. É aquela pessoa que você nunca viu com raiva e nem consegue ter raiva. Só é meio lesadinho, que até parece ser de propósito só pra divertir os amigos. Resumindo, o Mumu é fofíssimo.
Thiago: Um rockstar vindo direto das terras esturricadas com monólitos de formas estranhas.
Taís: O Murilo tem sempre o abraço gostoso de quem sente carinho verdadeiro. Coração imenso, valores rochosos (assim como as galinhas, todos fazendo apologias ao lugar de nascença dele, hahaha) e uma mente brilhante. :)
Samuel: Gurilo é um cara que surpreendentemente inteligente e companheiro. Tanto em bares quanto em qualquer outro lugar. Um cara engraçado e sincero que vai te surpreender com opiniões fortes e bem trabalhadas. Eu só queria ter metade da dedicação à informação e à cultura que esse cara tem.
Filipe: De todas as pessoas que eu estou comentando, a mais difícil de falar foi o Murilo. Por que, pensando bem, não há motivo algum que tenha me levado a viver pra cima e pra baixo com ele. Pensa aí, Murilo, como foi mesmo que a gente começou a andar junto? De uma hora pra outra, ou bem devagar, daquele devagar que quando a gente vê já tá tudo mudado, eu comecei a andar e conversar com ele. Quando eu vi, estávamos no ventão falando da vida. E nisso fomos falando das mulheres que nos passavam pela cabeça, dando pitaco um na opinião do outro. Em outra hora estávamos voltando pra casa depois de uma noite insone regada à sinuca e música alta. Nesses últimos tempos foi a pessoa com a que eu mais convivi e mais conversei. Era ele fazendo nada na faculdade e eu procurando alguém para fazer nada também. Deu certo, a gente ia pra lá e pra cá, almoçando no RU, jogando sinuca e bebendo cerveja, falando da vida, dos planos pro futuro, das meninas que passavam pela rua. Pensando bem, ele faz muita coisa. Trabalha pacas, eu é que o levo pra não fazer nada. E pensando melhor ainda, mesmo ele tendo uma ruma de coisa pra fazer no PET eu ainda vou continuar ligando pra ele perguntando se não está afim de ir ao Sêu Edson. Porque é dessas pessoas que não se pode descartar a companhia e amizade.
domingo, 21 de agosto de 2011
Em 3, 2, 1...
Aqui estamos. E aqui está você tentando entender o porquê deste blog ter surgido e qual é a nossa proposta. Vamos tentar explicar, mas não garantimos conseguir.
A causa do Blog é bem simples: que ele seja a extensão das coisas que conversamos. Não haverá nada aqui que já não tenha tentado ser dito numa mesa de bar. Ou na cantina da faculdade, que foi onde todos nós nos conhecemos. Filipe, Camila, Luiza, Murilo, Samuel, Taís, Thiago. Contrariando o velho filósofo Sócrates, sabemos que sabemos de alguma coisa. Sentimos isso. Não conseguimos muito bem explicar o quê. Muito menos o porquê de ter que dizer tudo isso. Iremos tentar falar, cada um à sua maneira, sobre o quê sabemos – ou o quê queríamos saber.
7 amigos, 7 temas, 7 dias por semana. Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado, Domingo. Música, Literatura, Cultura, Esporte, Fotografia, Cinema, Cotidiano. Murilo Viana, Luiza Carolina, Camila Aguiar, Samuel Quintela, Taís Monteiro, Thiago Nobre, Filipe Fernandes.
7 amigos, 7 temas, 7 dias por semana. Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado, Domingo. Música, Literatura, Cultura, Esporte, Fotografia, Cinema, Cotidiano. Murilo Viana, Luiza Carolina, Camila Aguiar, Samuel Quintela, Taís Monteiro, Thiago Nobre, Filipe Fernandes.
Você também pode ler aqui para saber mais sobre cada um de nós e o que pensamos uns dos outros:
- Murilo Viana (fala sobre música na coluna "Tocando Uma" às segundas-feiras)
- Luiza Carolina Figueiredo (fala sobre Literatura na Coluna "Marginália" às terças-feiras)
- Camila Aguiar (fala sobre a agitação cultural da cidade na Coluna "A Guiar" às quartas-feiras)
- Samuel Quintela (fala sobre Esportes na Coluna "Game Time" às quintas-feiras)
- Taís Monteiro (fala sobre Fotografia na Coluna "Click!" às sextas-feiras)
- Thiago Nobre (fala sobre Cinema na Coluna "Queimadura de Cigarro" aos sábados)
- Filipe Fernandes (fala sobre a Vida na Coluna "Mentiras Sinceras" aos domingos)
Conseguem nos ver agora com mais nitidez? Entenderam o como e o porquê? Se não, não há problema. Nós também não conseguimos.
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