Não é novidade para ninguém dizer que o blog está meio paradão e com as postagens não atendendo aos dias combinados. Não é querendo justificar as nossas faltas, mas fim de semestre e muitos trabalhos da faculdade atrapalharam muito o funcionamento normal. Quem acha que a vida de universitário é fácil, está muito enganado, certo? Também como pessoas normais queremos, senão férias, pelo menos um recesso respeitável para descansar, é claro, discutir e implantar as novas ideias que temos para o blog.
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domingo, 25 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
Feliz Natal?

Mês de dezembro, tempos muito felizes para os comerciantes, onde no ar surgem ecos mórbidos que dizem a todo instante: "Espírito natalino! Espírito natalino! Espírito natalino!". Tudo muito vazio de significados e de sentimentos reais, uma época sempre muito cinzenta para mim.
Feliz Natal é o longa-metragem de estréia de Selton Mello, no qual admiro como diretor e que também assisti recentemente outro trabalho seu O Palhaço, que talvez comente por aqui um dia desses. Ganhou o Festival de Paulínia na categoria de melhor direção de fotografia em 2008.
Caio interpretado por Leonardo Medeiros é um homem atormentado por seu passado, por tudo que deixou para trás. Na noite de natal resolve ir visitar a família depois de anos de exílio no interior trabalhando em um ferro-velho. Surpreende a todos com o seu retorno, pois nunca se é esperado a volta de fantasmas a muito tempo esquecidos.
Assuntos inacabados precisam ser enfrentados, pois resolvê-los parece uma utopia das mais exageradas. Caio é culpado pelos familiares por todos os males, mas a família já estava desestruturada a muito. É incrível como eventos como o Natal mostram com máxima nitidez os pontos podres e embolorados existentes nas famílias.
Feliz Natal é um filme triste em todos os sentidos, parece não haver saída e nem esperança. Talvez a única solução seja seguir em frente, já que o que já está feito não tem conserto. Gostei muito do filme, pois compartilho com ele muito do penso sobre o Natal, onde as aparências são mantidas até as últimas instâncias.
Demora-se 8 minutos até podermos ver o rosto do personagem principal. Enquanto isso, acompanhamos ele sempre de costas ou ao longe. Explicação possível poderia ser porque nem ele saiba quem realmente é, indo em busca de respostas em uma noite de natal. Talvez não tenha tido resposta alguma, mas tentou e pode fechar velhas feridas. A melhor definição de Natal que já vi é dita pela mãe de Caio na ceia do dia pós-véspera, no qual a comida é requentada e se aproveita as sobras do peru: "Natal é um aniversário em que ninguém se lembra do aniversariante."
Para além de significados religiosos e moralistas, o natal devesse ser encarado de forma crítica e mais consciente. Luzinhas, pinheiros cheios de neve, velhos gordos de vermelho e falsos sorrisos não me apetecem, perdoem-me.
Feliz Natal (2008)
sábado, 26 de novembro de 2011
Ode a Solidão.


Ode: s.f. Poema de comprimento médio que, em geral, expressa exaltado louvor.
Solidão: s.f Estado de quem está só, retirado do mundo; isolamento: os encantos da solidão. / Ermo, lugar despovoado e não frequentado pelas pessoas: retirar-se na solidão. / Isolamento moral, interiorização: a solidão do espírito.
Não farei poema ou poesia aqui, mas exaltarei a solidão, como o título já nos remete. Não devem ser poucos os que devem estar pensando, esse cara é um louco, um misantropo, um anti-social, um emo ou algo que o valha. Não que eu não goste da companhia dos meus amigos, muito pelo contrário. Deem-me uma chance de explicar meu modo de ver as coisas, é só o que peço. Depois, como diria o meu amigo Filipe, podem jogar as pedras.
Algumas acontecimentos recentes e umas conversas relaxadas por ai me fizeram pensar sobre a solidão, o ato de se ficar sozinho, sem mais ninguém por perto, ter somente você como companhia. Primeiro foi quando estava conversando sobre o fato de se comer ou ir ao cinema sozinho. Fui um dos poucos, ou o único, que disse que não tinha problema em comer sozinho em lugares onde geralmente se precisa de uma companhia. No entanto, também o único, falei que não gostava de ir ao cinema sozinho, paradigma esse que acabei por quebrar semana passada, depois de muito tempo.
Fui ver, em plena quarta-feira, a primeira sessão do Dragão do Mar o filme O Palhaço do Selton Melo, muito bom, por sinal. Já estava por lá mesmo, tinha ido pesquisar na biblioteca pública Menezes Pimentel, um lugar que devia ser mais frequentado pelas pessoas. Pensei que ia odiar, como acontecera da última vez que tentei. Para a minha própria surpresa, eu adorei ficar sozinho vendo o filme na sala praticamente vazia, ter momentos de esquizofrenia e rir-se comigo mesmo.
O que também me impeliu a refletir sobre o assunto foi ter terminado de ler ontem na madrugada Todos os Nomes do José Saramago. Ainda estou em crise, relevem. Basicamente, é história de um auxiliar de escriturário que trabalha da Conservatória do Registro Geral, um homem muito solitário, sem amigos, família ou qualquer coisa que se aproxime disso. Talvez o que se aproxime mais disso seja o teto da sua casa, no qual diálogos filosóficos e existenciais são travados pelos dois. Um dia encontra o nome de uma mulher por acaso noa registros e começa procurar, beirando a obsessão, toda a sua história de vida. Quer encontrá-la de qualquer maneira. Acaba, sem saber, apaixonado por uma pessoa que nunca trocara nenhuma palavra e nunca vira antes.
A solidão não é tão ruim assim, ela pode ser muito positiva e construtiva. É um momento interessante para descobrir meandros do nosso próprio ser que ainda não havíamos percorrido. Não entendo por que as pessoas evitam tanto de ficarem sozinhas, eu procuro a solidão. Às vezes ela me conforta mais do que a multidão. Muitas pessoas são rodeadas por outras e mesmo assim se sentem sozinhas. Como explicar esse fato? Já eu, mesmo tendo esses acessos de ermitão da montanha de tempos em tempos, nunca me sinto só, porque sei que tenho amigos verdadeiros que não se esquecem de mim, apesar de eu não ser lá essas coisas como amigo.
O que quero dizer é que, aproveitem os seus momentos sozinhos, não fiquem em pânico ou apavorados. Usem esse tempo para se conhecer melhor. Ouçam o inspirar e o expirar de vocês. Falem sozinho também, isso nunca matou ninguém. Permitam-se uma viagem a suas essências, e para isso é preciso de silêncio e um pouco de solidão. Há muito o que se desvelar de nós próprios.
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Aos leitores que deve estar se perguntando: esse cara não é o que escreve besteiras sobre filmes? Sim, ele é mesmo, só que estamos na VIRADINHA, por isso o poste foi diferente. Saiba o que é.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Céu pra nós.
O roteiro é uma narrativa da vida de Hermila, uma mulher que volta à sua cidade natal, Iguatu, e ali, a sua luta pela saída. O termo “Céu”, conforme Aïnouz, faz referência ao termo do dicionário Aurélio: lugar onde se possa ser feliz. O Céu que Hermila busca é a calmaria, o pertencer, fora do seu constante paradoxo e estranhamento.
O termo “Céu” pode permear entre o significado cristão de objetivo final, de fim feliz de todas as vidas. O sagrado, a fuga, o pertencer de Hermila, através de Suely que é o nome que se auto-intitula na venda da “noite no paraíso”, a rifa de uma noite com ela que a será a passagem para fora daquela realidade.
Hermila se destaca no enquadramento de negar uma estereotipagem na sociedade a qual está inserida. “Quero ser puta não, não quero ser porra nenhuma!” é a frase que mais expressa a falta de necessidade de conceituar o que pretende do ‘ser’. Hermila existe, e a sua própria existência a sufoca, permeando-a para um viver fugitivo, no seu não-pertencimento.
Seguiu seu coração, mudou-se para São Paulo com um amor, e de lá volta, com a esperança de formar um lar. Quando tal esperança lhe é arrancada, Hermila desloca-se dela mesma. Seu caráter nômade e de natureza errante é, então, revelado.
A estética das cenas expressa certa restrição do movimento. Apesar das tomadas abertas, com o céu explicitado, Hermila está presa, em sua busca da saída mais próxima daquela realidade. Os sons naturais e a trilha sonora permeados pela música popular local, cheia de significados para Hermila, permitem um realismo tátil dos acontecimentos. A moça encontra-se deslocada, que a principio, pode parecer destoante, mas nota-se que este é o objetivo da personagem. Hermila destoa de tudo ao seu redor, destoa até de si mesma, o que é necessário para o entendimento da sua falta de pertencimento. A esperança que a trás de volta a onde nasceu, de construir uma vida com Mateus, seu marido, nome que seu filho carrega, é destruída com a não-volta do mesmo. Então, há a decisão do destino. Ir para o lugar mais longe dali, não importa o destino e sim a saída rápida e necessária. Na cena em que Hermila pergunta em um guichê na rodoviária da cidade: “Qual a passagem que a senhora tem pra mais longe? [...] O lugar mais longe daqui?”, denota que para ela o que o importa não é um lugar específico, planos, objetivos, há somente a imediata preocupação de abandonar aquela situação.
Essa pulsão de peregrinação de Hermila é a busca de algo além do que lhe foi dado, em mover-se para outra relação com a sua realidade e com o mundo, a não aceitação da permanência na realidade que lhe foi concedida. A procura pela fugacidade, pela mudança, de que o novo sempre será melhor do que está no presente. Hermila é uma figura de errância, de não se admitir a não lutar por uma vida diferente.
Iguatu, segundo o próprio Karim, foi a escolha por ser uma cidade de passagem. Nota-se isso no posto, onde caminhoneiros sempre vem e vão. Durante o filme, alguns elementos saem do lugar, e Hermila continua presa no ambiente. Passa o trem, que evidencia o desconforto da personagem que caminha ao lado, os caminhões, as motos, e ela permanece oprimida, cercada por uma estática vida, e pelo desespero de não se encontrar em movimento.
Na cena final, apesar do sorriso no rosto de Hermila, não há solução dos problemas, o final, sem fim de Hermila, é a fuga. A esperança do sorriso é o que ainda a mantém em pé. Então, há a certeza que Hermila desafina da sua realidade, assim como muitos de nós, e assim ela representa um faz de conta. Se não há Céu para Suely, não haverá céu para nós.
Aqui o trailler:
Aqui o final que acho lindissimo:
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Mas não é o Thiago que fala sobre filmes? E a Taís não fala é sobre fotos, não?
É que, nessas duas semanas, tá tudo trocado!
sábado, 12 de novembro de 2011
When you have to shoot, shoot, dont talk!

Devo confessar que não sou um grande conhecedor de filmes westerns ou de faroeste, ou como queiram chamar, na verdade estou sendo bem eufêmico, a verdade é que sei praticamente nada. Porém, depois de assistir The Good, the bad and the ugly ( Trê homens em conflito) sinto que vou entrar em um frenesi para assistir filmes westerns, principalmente os do senhor Sergio Leone.
Sergio Leone foi um diretor italiano que popularizou mundialmente o gênero western spaghetti, só um minuto eu explico. Western Spaghetti era um gênero de filmes produzidos na Itália, em uma região chamada Almería que se parecia muito com velho oeste americano. Uma maneira do cinema europeu faturar em cima da popularidade dos filmes de bang-bang americanos. Apesar desse objetivo bem comercial gênios como Sergio Leone se sobressaem.
The good, the bad and the ugly, prefiro chamar assim a tradução é muito infame, faz parte da Trilogia dos Dólares. No qual Por um Punhado de Dólares (1964) é o primeiro, Por uns Dólares a Mais (1965) é o segundo e logo em seguida em 1966 vem o filme que já estou falando. Clint Eastwood ainda novato na carreira vai estrear as três películas.
A história do filme se desenlaça em torno de três personagens principais. O bom não tem nome e é conhecido como Blondie (loiro) feito pelo ator Clint Eastwood, ele vive do dinheiro da recompensa de bandidos procurados. O mau é conhecido como Angel's Eyes (olhos de anjo) feito pelo ator Lee Van Cleef e é um matador de aluguel sanguinário. O feio é chamado de Tuco encenado por Eli Wallach, um assaltante-falsificador-beberrão-polígamo-carismático vagabundo. A primeira vista não parecem ter muito coisa em comum, mas 2000 mil dólares enterrado em um cemitério vai unir a trajetória desses três pistoleiros.
Se você espera ver um mocinho e um vilão nos moldes clássicos, está perdendo o seu tempo. O filme explora muito bem a relação de pessoas que vivendo em uma meio inóspito e violento, um lugar onde os fracos não tem vez, têm de sobreviver a todo custo. A filme também é repleto de frases de efeito como eu a que já usei para o título e outras mais.
A trilha sonora também é um algo a mais. Quem não sabe assobiar a música clássica dos filmes de faroeste, mesmo sem saber de que filme ele pertence? Feita pelo compositor, arranjador e maestro Ennio Morricone, dá um carga dramática muito maior. Vou colocar o link abaixo para refrescar a memória de algum leitor mais esquecido.
Tema do Filme
Vai a versão do Metallica de bônus também para vocês!
O que também me chamou atenção foram os closes nos rostos dos personagens, tentando focar as suas expressões ao máximo e criando ambientes de tensão. O ápice é na última cena do filme no qual os três vão ter o confronto final e ouso dizer que uma das cenas mais lindas do filme. Não tem como descrever, só assistindo para sentir o que eu senti.
Não estranhem se me virem barbado, com camisa xadrez, fumando um charuto, usando chapéus de abas largas e com cara de poucos amigos, filmes me influenciam muito, principalmente os bons.
The Good, the bad and the ugly (1966)
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Nota de Esclarecimento
Venho por meio desta pequena nota esclarecer algumas novas disposições e diretrizes do Blog, decididas em um almoço-reunião no shopping Benfica a muito custo. Digo a muito custo, pois tinha alguma pessoa ou criatura, ainda não se sabe, perto da gente que estava com sérios problemas intestinais ou como se diz no popular: morta por dentro, atrapalhando a concentração e respiração de todos. Mesmo com tais distrações, como pessoas responsáveis e profissionais, meio esverdeados, fomos até o final da reunião.
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| Não vai ser mais todo dia... |
| Vai ficar mais difícil! |
No mais, continuem nos lendo, comentando e criticando.
sábado, 29 de outubro de 2011
Frio na barriga.

Estômago foi um daqueles filmes, pelo menos no meu caso em particular, indicado por um amigo (Lucas) que respeito muito e que entende, perdoe-me a expressão: "pra caralho de filmes". Ele faz parte dos amigos de que eu invejo muito o conhecimento cinematográfico como o Victor, o Filipe, o Magão, a Taís, a Kelvia, o Sérgio, Cá e o Bruno.
Tenho certeza que muitos de vocês, assim como eu, achou o título estranho. Seria esse um filme de culinária? Bom, de certa forma pode-se dizer que sim. Melhor seria dizer que o filme é uma ode a gastronomia. Mas não só isso, ele aborda a condição estomacal de ser do homem. O quanto o estômago, um órgão que a primeira vista não merece lá muitas importâncias, condiciona e direciona totalmente as nossas vidas.
É ai que entra a história do humilde retirante Nonato (João Miguel) arribando para o sul em busca de oportunidades outras. Por puro acidente do destino ou como queiram chamar, ele começa a trabalhar na cozinha de um boteco beira de rodoviária. Logo se vê o seu dom para os dotes culinários e lugar passa a ser frequentadíssimo por várias pessoas, querendo provar a sua famosa coxinha de frango. É ainda ai que Nonato vai conhecer o seu grande amor e também, porque não dizer, a sua perdição também. Assim mesmo do jeitinho que as mulheres conseguem ser. O seu nome é Íria (Fabíula Nascimento), uma prostituta amante da boa cozinha.
A narrativa filme não foi construído de forma linear, dividindo-se em dois pólos. Fica-se alternando entre a prisão e o seu momento de aprendizado fora dela. Esses dois momentos vão convergir em um ponto só para ai ser revelado ao espectador qual o motivo da prisão de Nonato. A título de curiosidade, o filme foi inspirado em um conto chamado "Presos pelo Estômago" de Lusa Silvestre. O diretor dele foi Marcos Jorge já havia dirigido até então curtas-metragens e filmes publicitários. Viveu e estudou cinema na Itália durante a década de 90.
Estômago é um filme realmente muito bom, que da orgulho, pois é prata da casa. Que se não der um fome prazer de se assistir, pelo menos um frio na barriga dará.
Estômago (2007)
sábado, 22 de outubro de 2011
Cérebros!

Eu tentei, tentei mesmo, eu juro. Mas todos que me conhecem minimamente bem, sabem o quanto sou viciado em filmes de mortos-vivos, zumbis e afins. Por isso, dessa vez não resisti e tive que falar sobre um filme do estilo. Ainda na vibe do anos 80, escolhi um filme que acho que muita gente já assistiu: A Volta dos Mortos Vivos. Pelo menos eu assisti pela primeira vez, mas não a única, no Cinema em Casa do Sbt.
Basicamente, a história é de um gás que vasa de uns contêineres do exército que estavam esquecidos em um armazém. O gás acaba contaminando o cemitério que existe ao lado. Coincidentemente, um grupo de amigos estava curtido a noite no lugar, ou seja, lugar errado, hora errada, tudo errado. Os mortos começam a sair das suas sepulturas, bramindo o seu lindo hino: CÉREBROS! Depois dai, é diversão garantida. Cérebros e sangue!
O filme mistura dois gêneros cinematográficos que a primeira vista, para muitas pessoas, parece inconciliável. Falo do gênero de terror e de comédia. Ao meu ver, são dois gêneros que podem sim produzir um filme bom e divertido. Posso citar com exemplo dois que fazem isso muito bem: Zombieland e Shaun of The Dead. Divirto-me tanto com as cenas idiotas quanto com as violentas. na verdade, as cenas violentas geralmente são as que me fazem rir. Não me perguntem o por quê, não saberia explicar.
A Volta dos Mortos Vivos é um filme de 85, dirigido por Dan O'Bannon. Ele imortalizou o jargão "Cérebros", dito pelos desmortos esfomeados. O filme é uma clara homenagem ao clássico de George Romero, A Noite dos Mortos-vivos, fazendo várias menções diretas mesmo. A Volta dos Mortos Vivos não é um filme maravilhoso, no qual se diga "Santo Criso, que coisa linda!", mas atende muito bem aos seus objetivos que é divertir o expectador.
A Volta dos Mortos Vivos (Return of The Living Dead)
sábado, 15 de outubro de 2011
Vampiros, mullets e anos 80.

Aaaah, os anos 80! Como foi Dias das Crianças recentemente, decidi comentar sobre um filme que muito marcou a minha infância. Quem nasceu no final da década de 80, como eu, ou no começo da década de 90 com certeza assistiu vários filmes memoráveis na Sessão da Tarde e, que hoje em dia não passam mais, triste pesar. Só para dar alguns exemplos: Os Goonies, Conta Comigo, Curtindo a vida adoidado e muitos outros...
O filme a que me referi acima é Garotos Perdidos (The Lost Boys) de 1987. O diretor é Joel Schumacher que também dirigiu, eu não fazia a mínima ideia disso, Dia de Fúria (Falling Down). Aquele mesmo com o Michael Douglas descendo o cacete em todo mundo e que também passava sempre, coincidência ou não, na Sessão da Tarde. Adoro esse filme também, um dia ainda comento ele por aqui. Também não sei porque eu ainda não tenho esse dvd em casa, deve ser porque nunca o encontrei por ai, mas não sejamos disléxicos, continuemos.
Fazia muito tempo que não assistia Garotos Perdidos, foi muito bom rever um filme que de alguma forma contribuiu na minha formação. Digo isso, porque certamente ele um dos filmes que me fez gostar de filmes de horror. As mortes dos vampiros são geniais, eles espocam e fica saindo jatos de pus e sangue deles, porra, isso é lindo! Imaginem vocês uma criança assistindo isso. Até hoje curto essas nojeiras, fazem-me rir muito, mas é claro tudo dentro de um certo nível tolerável. Quando se começa a exagerar demais, perde-se a graça. A melhor música da trilha sonora, sem dúvidas, é logo no começo quando começa a tocar People are Strange do The Doors. É de se arrepiar!
Todo mundo já deve conhecer a história, mas vou fazer o favor de refrescar-lhes nas memória para não dizerem que fui preguiçoso. Lucy (Diane Wiest)após o seu divórcio se muda para Santa Clara (Califórnia) com os dois filhos: Sam (Corey Haim) e Michael (Jason Patric). Só um adendo porque não pude evitar, na verdade é um aviso, cliquem no link dos atores só se vocês forem fortes. Mas por quê, Thiago? Perguntariam alguns, porque eles estão muito velhos! Isso destrói a infância de qualquer um, na minha cabeça eles são daquele jeito no filme para sempre, jovens e eternos. Isso quer dizer só uma coisa: estamos ficando velhos também. Sem pânico, continuando a história. Santa Clara é um lugar cheio de tipos errados, gangues e afins. Muitas pessoas estão desaparecendo misteriosamente. Logo se vê no filme que quem está por trás são os vampiros motoqueiros com os seus mullets estranhos. Vai caber ao Sam, ao Michael (já transformado em meio-vampiro) e aos irmãos Frog combater os chupadores de sangue, na própria linguagem deles. Só os anos 80 mesmo para produzir filmes maravilhosos de grupos de garotos que resolvem problemas que nem os adultos conseguem resolver. Que saudade! Vocês não?
Garotos Perdidos (The Lost Boys) 1987
sábado, 8 de outubro de 2011
Não pensei que chegaríamos tão longe.

Resolvi dessa vez comentar sobre um curta-metragem que assisti na cadeira de Crítica de Cinema na Vila das Artes como ouvinte e, que muito me impressionou. O nome do curta é Cindy: The Doll is mine, dirigido por Bertrand Bonello, contando também com a participação da belíssima Asia Argento fazendo duas personagens. Permitam-me falar, impossível não se apaixonar por ela. Não deve ser a primeira vez que eu disse algo do tipo e com certeza nem será a última, relevem. O filme é baseado no trabalho da fotografa Cindy Sherman.
Todo o filme se desenrola na casa da fotografa e debruça-se na relação mantida entre ela e a modelo, ou seja, entre o olhar subjetivo do artista que quer se expressar e o objeto, o lugar da expressão. Primeiramente, a fotografa pede várias poses usuais para a modelo que se vê geralmente por ai em catálogos de moda, mas nada lhe agrada. Após breves momentos de silêncio a fotografa pede a modelo que chore, logo em seguida modelo pergunta o por quê disso e ela afirma que acha que isso a emocionaria. Essa parte é muito reveladora, se formos refletir, da feitura da arte, do momento em que se cria algo que produza sentimentos nos outros. Há quem não goste do termo arte, então chamemos de expressão individual de um agente social. Acabei de inventar isso. Deixando essa discussão de lado, a questão que filme aborda é justamente a relação intrínseca e amalgamada entre sujeito criativo (artista) e o objeto (obra) em que se é difícil perceber em que momento sútil os dois se separam ou em que interstício a obra ainda matem resquícios do autor.
Enquanto a modelo chora, borrando a sua maquiagem e desfazendo toda a sua artificialidade, ao mesmo tempo ela se torna mais humana, frágil e verdadeira. A fotografa consegue o que ansiava: sentimento. Enquanto a modelo chora, a fotografa se emociona e também começa a chorar, mostrando o quanto de autobiografia depositamos em tudo o que fazemos. As lágrimas pertencem tanto ao criador quando a criação.
Procurei o filme na integra, mas não encontrei, perdoe-me. Pelo menos, a parte clímax do filme consegui achar para vocês. Sintam toda a tensão e sentimento da cena, deixem-se levar. Não sei sobre vocês, mas esse olhar dela me mata...
Cindy: The doll is mine (2005)
(créditos a Luiza que achou na integra :*)
P.S: A música da banda Blonde Redhead também casa perfeitamente com o momento da cena, ajudando na produção de uma ambiente de tensão. Ai vai a letra para ajudar.
sábado, 1 de outubro de 2011
Je t'aime moi non plus!
Rio de Janeiro, Rock in Rio, andanças, gripe, trabalhos da faculdade feitos na madrugada e saudade. Esse é um resumo não muito confiável da minha viagem ao Rio, que ainda não acabou. Por isso, estou postando daqui, em plena Ilha do Governador, usando o computador alheio. Dessa vez, irei comentar sobre "Gainsbourg - O Homem que Amava as Mulheres (Gainsbourg - Vie héroïque)", um filme francês que assisti na quinta passada no Dragão do Mar com a companhia deliciosa da Taís Monteiro. Essa mesma que fala sobre fotografia. Após o filme fomos eu, Taís, Filipe e Sérgio ao Pitombeira beber e conversar. No meu caso, conversar mais do que beber. Cerveja não me apetece. Bom, essa foi a minha despedida intimista antes de viajar para o Rio no dia posterior.
O Homem que amava as mulheres é um filme de 2010 que conta a vida do compositor e cantor Serge Gainsbourg. Pode até ser que vocês não o conheçam por nome, mas aposto que conhecem a música mais famosa dele, mesmo sem o saber. Quem nunca ouviu falar da música Je t'aime moi non plus? Pois é, é composição dele.
Eu particularmente gostei do filme. Achei interessante a empreitada do diretor (Joann Sfar). A história da vida e carreira musical de Gainsbourg é, sem dúvida, o alicerce do filme. No entanto, o filme transborda, por assim dizer, de licenças poéticas. Explico, disse isso porque há momentos em que não se sabe se em certos momentos tudo não passa da imaginação e delírio de Serge ou se realmente está acontecendo. Grande exemplo disso é o alter-ego de Serge chamado senhor Filipus. Esse eu lírico não só interagi com ele como também com outros personagens da trama. Assim, a dúvida é implantada profundamente no espectador. Pega-se desde a infância em plena 2ª Guerra Mundial, passando pelo período de sucesso na década de 60 até a sua morte na década de 90.
A trilha sonora é toda construída com músicas do próprio artista, o que é de se esperar. Não entendo muito de fotografia (nada para falar a verdade), mas lembro da Taís comentar que a direção de fotografia do filme estava impecável. Com a minha opinião de leigo, digo que também achei bem bonito. Outro crédito é a respeito do ator (Éric Elmosnino) que faz o Serge. Além de se parecer muito fisicamente, a sua atuação é impecável. As atrizes que fazem as suas amantes também estão ótimas nas suas atuações, apaixonei-me por todas.
No mais, é um filme bonito que conta a história de uma personagem polêmico de uma forma sem amarras e proibições, assim como foi sua própria vida. Vida essa que contou com quatro amores avassaladores, música, álcool, cigarro e mulheres. Não respectivamente nessa ordem de importância...
O Homem que Amava as Mulheres (Gainsbourg - Vie héroïque) 2010
sábado, 24 de setembro de 2011
Deixem-se perder nas suas naturezas selvagens.

Foi um domingo nublado, melancólico e entediado, assim como este que vos escreve. Eram lá pelas 5 horas da tarde e eu estava passando os canais da TV a cabo desinteressadamente, até que me contive em um título que me interessou. O título era "Na Natureza Selvagem" como vocês bem devem conhecer. Pensei comigo mesmo, vou assistir 10 minutos para ver se vale a pena, quando fui perceber já tinham se passado duas horas, era noite e o filme havia terminado. Lembro-me de ter me sentido muito bem e de ter sido alvejado por um turbilhão de pensamentos. É sério, fiquei perturbado mais de um mês e acho que ainda depois de passado algum tempo ainda não me recuperei de todo. Falarei mais adiante sobre esses aspectos, agora passemos aos aspectos técnicos.
O filme da Na Natureza Selvagem (Into The Wild) foi lançado em 2007, baseado no livro homônimo de Jon Krakauer. Krakauer foi o senhor que ficou encubido de escrever um artigo em um jornal sobre um jovem que foi encontrado morto em um ônibus abandonado no meio de uma floresta no Alasca. A direção foi maravilhosamente feita por Sean Penn e a trilha sonora foi especialmente feita para o filme por Eddie Vedder, para quem não sabe vocalista do Pearl Jam.
Sem mais tardar, falemos do intrigante Christopher McCandless que no filme é encenado pelo ator Emile Hirsch. Christopher após se formar na universidade decidiu viajar pelos Estados Unidos pegando carona. Doou 24,000 dólares da sua poupança para uma instituição de caridade e destruiu todos os seus documentos, adotando a alcunha de Alexander Supertramp (Super vagabundo). Nas suas andanças ele conhece muitas pessoas interessantes, travando relações de amizade intensas e verdadeiras, daquele tipo que nos muda para sempre. Alex lia muito e tinha como autores favoritos Thoreau, Jack London e Tolstói. Tais autores influenciaram muito o seu modo de pensar e de agir, as suas convicções e as suas crenças.

Agora vamos a um pequeno vislumbre sobre a mensagem e crítica do filme e conseqüentemente sobre o Supertramp. A crítica vai contra a sociedade, o consumismo desmiolado, os valores que adotamos e tomamos como nossos sem ao menos refletir e, tudo que afasta o ser humano da sua real essência. Se graduar em uma faculdade, ter uma carreira, ter filhos, ter um carro do ano e um celular de última geração, ter roupas de marca...é isso realmente o que você quer? É isso realmente que te satisfaz? Ou você tem tanto medo de ser você mesmo, tendo receio do que seus pais, os vizinhos e sociedade vão pensar e julgar? Deve ser por isso que a maioria das pessoas se deixa levar pelo turbilhão da vida moderna, quando percebem que estão com 40 anos e nem ao menos se conhecem, preferiram silenciar as suas essências com bens materiais. Bens materiais não preenchem o vazio existencial de ninguém, apenas as experiências mais primordiais, sublimes e cruas somente encontradas nos pequenos desenlaces da vida. A amizade verdadeira, contato direto e sincero com a natureza, um grande amor não são conseguidas com dinheiro. É eu sei, eu me empolgo.
Alexander Supertramp viveu e morreu pelo que acreditava. Será que somos capazes de viver e morrer pelo que acreditamos? Para a maioria é mais fácil e cômodo não refletir sobre esses assuntos, pensar em coisas como libertação, essência e autonomia são chatas demais!
Se me permitirem, não paro mais de escrever. Só gostaria de fazer as últimas considerações. Na Natureza Selvagem é um filme bonito, sensível e poético que meche profundamente com você. É realmente uma obra de arte. Leiam o livro também, até empresto o meu se quiserem. Não sou tão difícil de encontrar. Gostaria de compartilhar essa história com o máximo de pessoas que eu puder.
Na Natureza Selvagem (Into the Wild) 2007
sábado, 17 de setembro de 2011
Faça sua escolha!

Quem nunca passou por momentos em que se deve impreterivelmente escolher qual caminho seguir? Mesmo sem saber aonde se vai chegar. A vida é isso mesmo, um turbilhão de possibilidades e de escolhas. No entanto, os nossos destinos não nos pertencem por inteiro. Somos influenciados e pressionados a todo o instante pela sociedade, pela família, pelos amigos, pela religião e etc... Todos querem que supramos suas expectativas. Um saco não?
Trainspotting (1996) fala justamente sobre escolhas. A história gira em torno de Mark Renton (Ewan McGregor), seu grupo de amigos desajustados e a sua epopéia pessoal para largar o vício em heroína. Ao contrário do que a sociedade atual elegeu como sonhos máximos de felicidade como ter uma família, obesidade, ter um trabalho, ter um plano dentário e comer porcarias em frente a TV. Esses jovens preferiram o mundo de incertezas, felicidade momentânea, sem responsabilidades, de roubo e de brigas de bar. De uma certa forma autodestrutiva, os personagens tentam se evadir da realidade, pois não querem se adequar a sociedade consumista e hipócrita que é a capitalista (quero deixar bem claro que não sou metido a comunista e nem nada, só falo o que se pode ver todos os dias, é só se querer enxergar).
O filme é dirigido por Danny Boyle, que também dirigiu Extermínio (2002), Quem Quer Ser um Milionário? (2008) e 127 Horas (2011). O que muito me chamou a atenção, fora o roteiro que é muito bem adaptado do livro homônimo de Irvine Welsh, foi o desenrolar super dinâmico do filme, seguindo os fluxos de consciência do personagem. Os ângulos de câmeras também são bem interessantes e experimentais.
Muitos podem achar que o filme faz uma apologia ao uso de drogas, a vagabundagem e tudo o mais. Eu vejo de uma forma diferente. Vejo a mensagem do filme como sendo para que não nos deixemos levar, tomemos as rédeas e façamos o que nos fazem feliz sem querer agradar a sociedade, a família ou quem quer que seja. A vida não é feita de pólos positivos e negativos, bem e mau, cidadão padrão e desajustado, a vida é sempre a busca de um meio termo. Se minha opinião tem alguma serventia, recomendo muito esse filme!
P.s: Trainspotting na gíria escocesa, é uma atividade sem sentido, algo que é uma total perda de tempo.
Trainspotting (1996):
sábado, 10 de setembro de 2011
Planeta dos Macacos de 68 e A Origem: uma experiência possível.
7 de setembro, feriado da independência, jogo do Brasil e eu a caminho do cinema para assistir Planeta dos Macacos: A Origem, já muito atrasado por sinal. Porém, no mesmo dia mais cedo, resolvi ver o primeiro Planeta dos Macacos pela primeira vez. Fico pensando porque demorei tanto, mas talvez algumas coisas aconteçam justamente quando precisam acontecer. Foi uma experiência muito interessante ver os dois seguidamente, indico a todos. De uma forma muito especial mexeu comigo e me fez refletir sobre o que nos torna realmente humanos? Mas não vamos nos antecipar demais, passemos aos filmes.
O filme Planeta dos Macacos (Planet of the Apes) foi dirigido por Franklin J. Schaffner e baseado no romance de Pierre Boule: La Planète des Singes. Ele narra a história do ácido e pessimista capitão Taylor (Charlton Heston) e sua tripulação que ficaram 18 meses viajando à velocidade da luz, aterrissando em um planeta desconhecido. Um lugar dominado por macacos inteligentes e também habitado por humanos primitivos, consequentemente escravizados. A chegada de Taylor causa muitos problemas aos símios que querem manter a ordem e os preceitos da fé inabaláveis. Se Deus criou os símios a sua imagem e semelhança, como pode existir um humano que fala e raciocina? Heresia, heresia!
Já em relação ao Planeta dos Macacos: A Origem, não vou mentir, eu estava com toda as reservas possíveis. Pensando comigo, por assim dizer, vai ser uma bosta! Achei que fosse mais um blockbuster de ação, só que dessa vez com macacos. No entanto, o filme me surpreendeu muito e fez a sua tarefa de casa direitinho. Will Rondman (James Franco) é um cientista que pesquisa uma droga, o AZL-112, para curar o Alzheimer. Porém, essa droga amplia absurdamente a inteligência dos símios e se mostra mortífera para os seres humanos. César (Andy Serkis), o chipanzé super inteligente de Will, vai liderar a rebelião símia.
Eu gostaria de falar sobre um fato que muito me chamou a atenção no filme. As referências e homenagens feitas ao original. Logo para começar, a mãe de César ganha o nome de Bright eyes (olhos claros), justamente o nome que Taylor ganha da Dr. Zira no primeiro filme. Também algumas falas foram tiradas do original como: “You damn dirty ape!” e “It’s a madhouse! A madhouse!”. Há uma cena que César brinca com um estátua da liberdade em miniatura, fazendo menção ao final antológico do filme original. Existem muitas outras, mas essas foram as que mais me chamaram a atenção.
Voltando ao debate do início do texto. Planeta dos Macacos traz questionamentos muito interessantes sobre a filosofia e a religião. Será mesmo que somos a criação mais evoluída da natureza? Homem, maravilha do universo? Então porque ainda guerreamos com os nossos vizinhos e deixamos morrer de fome as crianças? Vocês finalmente conseguiram. Seus maníacos! Não são palavras minhas, são do capitão Taylor. Pense bem...
Planeta dos Macacos (1968):
Planeta dos Macacos: A Origem (2011):
sábado, 27 de agosto de 2011
Queimadura de Cigarro
THIAGO POR ELE MESMO
Oi? Para começo de história, perdoe-me o trocadilho infame, sou um estudante de História que gosta de rock, filmes de terror, quadrinhos, livros e zumbis. Tenho um senso de humor estranho e sou meio ranzinza às vezes. Há também períodos em que deixo de acreditar no futuro da humanidade como espécie mais evoluída e um dia meu pessimismo vai me matar, tenho certeza! Mas não mordo e sou um cara legal, eu acho.Minha seção será sobre filmes e informações sobre a sétima arte, também conhecida por uns como cinema, que eu ache que interessante ao leitor. Foi difícil nomeá-la, mas em uma madrugada despretensiosa no qual me peguei assistindo Clube da Luta me foi revelado o titulo da seção: Queimadura de cigarro. Eis a parte do filme que me inspirou:
“Um filme não vem em um rolo só, vem em vários. Alguém tem que trocar os projetores na hora certa em que um rolo termina e outro começa. Você pode ver pequenas marcas na parte de cima, à direita da tela. Na indústria, nós a chamamos de queimadura de cigarro.” (Clube da Luta)
THIAGO PELOS OUTROS:
Murilo: Ele chegou quieto na turma, e acho que continua quieto, com um certo teor de frescura troll a mais. Thiago, desde o começo, demonstrou que tinha realmente vontade de participar do nosso projeto, mesmo conhecendo só eu, Luiza e Camila. Um cara sensato, que tem um bom gosto para rock n´roll, cinema e literatura. Por enquanto, é o que é possível dizer sobre ele.
Luiza: O Preto, vulgo Thiago, é de longe o mais empolgado do grupo. Ele é uma daquelas pessoas que você nunca sabe o que pensar no começo e acaba tendo uma das melhores impressões no final. Só não deixe seu tipo/gosto diferenciado enganar você. Ele se enquadra perfeitamente no perfil: tímido, brincalhão, diferente e apaixonado.
Taís: O Thiago é um doce. Sabe rir quando é pra rir, sabe apoiar quando deve, e sabe ser amigo. Espero que fique na minha vida, espero que me mostre mais bandas diariamente na busca por uma banda que Taís-não-conheça (hahahahahaha, novo hobby, ein). Com bom gosto musical, bom gosto cinematográfico, bom gosto pra vida. :) Estou oficialmente ansiosa pra ler 'Queimadura de Cigarro' toda semana.
Camila: O Thiago me lembra a adolescência. Agora ele é um rapaz barbudo (!) e intelectual. Isso é o que mais admiro nele: a inteligência. Um leitor voraz e conhecedor dos mais variados assuntos. É fácil conversar com ele e difícil não ser conquistada(o).
Samuel: Um cara sensato e com gosto louvável para arte (música, cinema, literatura e etc), inteligente e engraçado. Parece pouco, mas do pouco que o conheço já espero tirar um grande amigo.
domingo, 21 de agosto de 2011
Em 3, 2, 1...
Aqui estamos. E aqui está você tentando entender o porquê deste blog ter surgido e qual é a nossa proposta. Vamos tentar explicar, mas não garantimos conseguir.
A causa do Blog é bem simples: que ele seja a extensão das coisas que conversamos. Não haverá nada aqui que já não tenha tentado ser dito numa mesa de bar. Ou na cantina da faculdade, que foi onde todos nós nos conhecemos. Filipe, Camila, Luiza, Murilo, Samuel, Taís, Thiago. Contrariando o velho filósofo Sócrates, sabemos que sabemos de alguma coisa. Sentimos isso. Não conseguimos muito bem explicar o quê. Muito menos o porquê de ter que dizer tudo isso. Iremos tentar falar, cada um à sua maneira, sobre o quê sabemos – ou o quê queríamos saber.
7 amigos, 7 temas, 7 dias por semana. Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado, Domingo. Música, Literatura, Cultura, Esporte, Fotografia, Cinema, Cotidiano. Murilo Viana, Luiza Carolina, Camila Aguiar, Samuel Quintela, Taís Monteiro, Thiago Nobre, Filipe Fernandes.
7 amigos, 7 temas, 7 dias por semana. Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado, Domingo. Música, Literatura, Cultura, Esporte, Fotografia, Cinema, Cotidiano. Murilo Viana, Luiza Carolina, Camila Aguiar, Samuel Quintela, Taís Monteiro, Thiago Nobre, Filipe Fernandes.
Você também pode ler aqui para saber mais sobre cada um de nós e o que pensamos uns dos outros:
- Murilo Viana (fala sobre música na coluna "Tocando Uma" às segundas-feiras)
- Luiza Carolina Figueiredo (fala sobre Literatura na Coluna "Marginália" às terças-feiras)
- Camila Aguiar (fala sobre a agitação cultural da cidade na Coluna "A Guiar" às quartas-feiras)
- Samuel Quintela (fala sobre Esportes na Coluna "Game Time" às quintas-feiras)
- Taís Monteiro (fala sobre Fotografia na Coluna "Click!" às sextas-feiras)
- Thiago Nobre (fala sobre Cinema na Coluna "Queimadura de Cigarro" aos sábados)
- Filipe Fernandes (fala sobre a Vida na Coluna "Mentiras Sinceras" aos domingos)
Conseguem nos ver agora com mais nitidez? Entenderam o como e o porquê? Se não, não há problema. Nós também não conseguimos.
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