Mostrando postagens com marcador Marginália. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marginália. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de dezembro de 2011

Nota de Esclarecimento II.

Não é novidade para ninguém dizer que o blog está meio paradão e com as postagens não atendendo aos dias combinados. Não é querendo justificar as nossas faltas, mas fim de semestre e muitos trabalhos da faculdade atrapalharam muito o funcionamento normal. Quem acha que a vida de universitário é fácil, está muito enganado, certo? Também como pessoas normais queremos, senão férias, pelo menos um recesso respeitável para descansar, é claro, discutir e implantar as novas ideias que temos para o blog.

Provavelmente voltaremos em janeiro, talvez em fevereiro, contudo em março será certeza! Novo layout, postagens mais transadas e quem sabe até novos integrantes mais responsáveis (não)? Fiquem no aguardo e não morram de saudades, quando menos esperarem estaremos de volta!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Basta imaginar

Hoje eu estou numa vibe meio cambiante, pensando sobre o ato de pensar.
Então, por que não aproveitar essa teorização do pensamento no campo que mais estimula a imaginação? Falemos sobre o processo da leitura.

É como se desse pra entrar no livro
Não sei se acontece só comigo, mas quando eu leio um livro, eu estou fazendo mais do que lendo um livro. Eu entro no livro. Eu vivo a história e me transformo em um personagem. Não necessariamente no principal. Eu apenas estou lá. Esse deve ser o motivo de eu não conseguir ler mais de um livro ao mesmo simultaneamente.
Uma boa alegoria é o FILME "Coração de Tinta" (ainda não tive a oportunidade, ainda, de ler o livro), no qual o personagem principal tem o dom de dar vida a elementos dos livros.
A história ganha vida.


Quando eu leio uma história sobre dragões, eu consigo sentir a aspereza da pele do dragão, sentir o calor de suas chamas e até um cheiro de queimado.
Num romance, eu me apaixono pelo mocinho (e, porque não, pelo vilão).
Numa luta, eu vibro a vitória, sinto a derrota, sou ferida, mas continuo levantando pra lutar.

Eu já voei, respirei de baixo d'água, fiz mágicas, matei, salvei alguém. Fui mocinha e fui bandida. Vivi grandes amores, perdi grandes amores. Casei, separei, tive filhos, morri. Viajei, conheci o mundo, fiquei em um só lugar. Respirei o ar do campo, me intoxiquei com a poluição da cidade. Acima de tudo, fiz descobertas e vivi intensamente.


Ler não é um apenas um hobby. É um estilo de vida. Ou melhor, é ter várias vidas.
Você pode ser quem você quiser! Basta imaginar...

Se eu acredito em tudo o que leio? Eu não acredito em quase nada. E acredito em tudo. Quando o livro está aberto, aquela é a minha realidade.
Se eu acho que a minha vida vai ser igual aos livros? Eu bem gostaria... mas tenho certeza que não. O segredo é só se deixar iludir enquanto as páginas puderem ser viradas. Quando não der mais, é só pegar um outro livro, começar uma nova história, ter uma nova vida, viver uma nova ilusão.
Ou, quem sabe um dia, eu escrever o seu próprio livro. Ainda espero/quero escrever o meu.


Livros (Caetano Veloso) by biadionisio

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Debate, palestra e mesa redonda

Novembro está acabando, mas ainda tem muito a oferecer. Principalmente se você gosta de um bom debate, palestra ou mesa redonda. E a Universidade Federal do Ceará será o palco dos três que eu escolhi para  comentar. Outra coincidência: o auditório. Todos serão realizados no auditório Raquel de Queiroz.

No dia 24, às 9h, terá um "Aulão Debate", cujo tema será "Educação como produto - qual a melhor forma de vender?". Os convidados serão André Nogueira (Flex comunicação), Pádua Sampaio (criação da propaganda do colégio Provecto) e, a professora de comunicação Inês Vitorino. O debate faz parte da campanha realizada pelos alunos do 6º semestre de Publicidade e Propaganda da UFC, na disciplina  de Laboratório de Publicidade e Propagada.


No mesmo dia, à noite, teremos o último debate dos Debates Universitários O Povo, que terá como tema "Revolução digital e o novo ecossistema da mídia" e contará com a presença do professor Rosental  Calmon Alves. Ele será realizado às 19h.
Esse é o quarto debate desse semestre - já houve sobre "Infografia", "Novas profissões" e "O marketing na era digital", os quais foram realizadas na FA7, IFCE e FIC, respectivamente. A proposta do projeto é levar profissionais das mais diversas áreas e levar reflexões a cerca das alterações nas exigência do mercado.


Por último, e não menos importante, acontecerá na próxima semana. É a mesa redonda sobre "Violência Urbana e Comunicação", último ciclo da ação Palavras de Liberdade promovida pela Liga Experimental de Comunicação da UFC. Os convidados serão Igor Monteiro (Laboratório de Estudos sobre a Violência), Givanildo Manuel da Silva (Movimento Tribunal Popular) e Thiago Braga (O Povo). A discussão da mesa redonda visa discutir "de onde vem o medo da sociedade" e acontecerá no dia 30 às 18h.

domingo, 20 de novembro de 2011

É tão verdade que parece mentira



Imagine um jornalismo sem venerar os grandes nomes, sem pautar temas que já aparecem na mídia que já não nos comovem por mais trágicos que pareçam ser. Imagine, então, um livro que mostre a realidade que, de tão dura e dramática, pareça literatura. É isso o que se pode encontrar na obra "A vida que ninguém vê", da jornalista Eliane Brum, vencedora do Prêmio Jabuti 2007 na categoria "Reportagem"



Com textos que parecem transitar entre a crônica e a reportagem, Eliane Brum escolhe personagens e neles busca o universal e o singular de grandes histórias que muito mais informam sobre a vida que as informações factuais que vemos todos os dias nos jornais. Tudo isso a autora faz guiada pela máxima em suas próprias palavras: "não existem vidas comuns, só olhares domesticados".

Compatilho com vocês trechos do texto "Enterro de Pobre", um dos mais densos e expressivos do livro:

"Não há nada mais triste do que enterro de pobre. Porque o pobre começa a ser enterrado em vida. Quem diz é Antonio, um homem esculpido pelo barro de uma humildade mais antiga do que ele. Um homem que tem vergonha até de falar e, quando fala, teme falar alto demais. E quando levanta os olhos, tem medo de ofender o rosto do patrão apenas pela ousadia de erguê-los. Quem diz é Antonio Antunes. Ele acabara de sepultar o caixão do filho por um momento, mas a funcionária que foi buscar a criança na geladeira não deixou. Antonio tinha comprado uma roupinha de sete reais no centro de Porto Alegre para que o filho não fosse sepultado nu como um rebento de bicho. Mas não pôde vesti-lo. Restou a Antonio o caixãozinho branco que ninou nos braços até a cova número 2026 do Campo Santo do Cemitério da Santa Casa.(...)

Nada se encerrou para Antonio porque ele sabe que em breve estará de volta. E será tudo como foi. Como sempre foi, na morte como na vida. Deixa para trás o filho sem nome, sepultado na cova rasa, sem padre e sem flor. Porque a cova de pobre tem menos de sete palmos, que é para facilitar o despejo do corpo quando vencer os três anos de prazo. Então é preciso dar lugar a outro filho pequeno de pobre por mais três anos. E assim sucessivamente há 500 anos.

Debaixo de cada uma das mais de duas mil cruzes semeandas na terra fofa do Campo Santo há uma sina como a de Antonio. Para entender o resto da história que ainda virá é preciso conhecer o que é a morte do pobre. É necessário compreender que a maior diferença entre a morte do pobre e a do rico não é a solidão de um e a multidão do outro, a ausência de flores de um e o fausto do outro, a madeira ordinária do caixão de um e o cedro do outro. Não é nem pela ligeireza de um e a lerdeza do outro.

A diferença maior é que o enterro de pobre é triste menos pela morte e mais pela vida."

[26 de junho de 1999]

terça-feira, 8 de novembro de 2011

para Francisco e para todos nós

Levando em consideração que literatura é a arte de compor escritos, de criar um texto, logo concluímos que um blog também é literatura. E quando esse blog vira livro então...

É o caso do blog/livro de hoje: para Francisco
Antes de dizer sobre o que "eles" falam, devo confessar que esse é um dos livros que me conquistaram pela capa. E eu segui o sentido inverso; conheci primeiro o livro para só depois visitar o blog.

Agora vamos à história. O blog surgiu como maneira de aliviar a dor da perda e de ser um ponto de referência para um filho ter a oportunidade de conhecer o pai. Explico. Guilherme Fraga morre dois meses antes do nascimento de seu único filho. Cristiana Guerra, então, se divide entre a tristeza de perder um grande amor e a alegria da maternidade, por estar carregando a maior herança e consolo que Guilherme poderia deixar: Francisco. A necessidade de lembrar para poder contar ao filho gerou o blog que comoveu amigos e internautas, e ganhou uma legião de fãs e mais de 3 mil seguidores - ele recebe mais de 2 mil visitas por dia. Resultado: acabou virando um livro.

“O livro eterniza os textos. 
É como se eu fechasse um ciclo e pudesse caminhar para a frente, 
olhar para o outro lado”


Tanto o blog quanto o livro contam histórias da Cris com o Gui (olha a intimidade), mostram cartas e e-mails trocados entre ambos. Mas também registram eventos da vida da autora/blogueira, fatos sua vida, família, desabafos, além de mensagens para alguém que ainda não tinha chegado ao mundo. De uma forma ou de outra, ela consegue tirar algumas lágrimas de quem ler os seus registros.

Hoje, com Francisco nascido (21 de março de 2007) e crescidinho, Cris Guerra utiliza o blog para registrar e compartilhar as "francisquices" do pequeno. Seu jeito moleque, fofo e até sedutor (segundo a própria mãe).

Cris e Gui
O blog
Francisco.
Hoje ele já está maior. Mas essa foto é a mais fofa de todas, então... 



Se você não clicou nos nomezinhos vermelhinhos lá em cima e quer conhecer os dois blogs da Cris, aí vai:
http://parafrancisco.blogspot.com/
http://www.hojevouassim.com.br/ (que fala sobre moda e estilo)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Nota de Esclarecimento

Venho por meio desta pequena nota esclarecer algumas novas disposições e diretrizes do Blog, decididas em um almoço-reunião no shopping Benfica a muito custo. Digo a muito custo, pois tinha alguma pessoa ou criatura, ainda não se sabe, perto da gente que estava com sérios problemas intestinais ou como se diz no popular: morta por dentro, atrapalhando a concentração e respiração de todos. Mesmo com tais distrações, como pessoas responsáveis e profissionais, meio esverdeados, fomos até o final da reunião.

Não vai ser mais todo dia...
A primeira novidade é em relação a periodicidade das postagens. Como se sabe, todo dia uma postagem era feita com o seu respectivo assunto. A partir de agora, elas serão alternadas. Eu posso explicar: as postagens passarão a ser feitas nas segundas, nas quartas e nas sextas em uma semana e na outra serão feitas nas terças, nas quintas, nos sábados e nos domingos. As postagens de cada pessoa serão publicadas a cada 15 dias, simples assim. Decidimos dessa forma para dar um tempo maior para os queridos leitores digerirem melhor os textos e também para produzirmos escritos com maior qualidade do que eles já são, é claro.

Vai ficar mais difícil!
A segunda novidade é em relação ao que intitulamos de "VIRADINHA". Calma, calma, não é nada sexual. Ela consiste na troca dos assuntos entre os integrantes. Cada um de nós escreve o assunto do colega do dia posterior, sem mudar o dia em que normalmente essa pessoa já posta. Por exemplo, o dia do senhor Thiago postar é aos sábados, ele continuará a escrever aos sábados, mas quando houver viradinha ele postará no sábado o assunto do dia posterior, que é do senhor Filipe. Quando houver outra viradinha, o senhor Thiago postará no sábado o assunto da segunda, assim por diante. Essa mecânica funciona para todos. A primeira viradinha começará no dia 14 de novembro, indo até 27 de novembro.

No mais, continuem nos lendo, comentando e criticando.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

"S'il te plaît... apprivoise-moi!"

Dando continuidade à referência francesa do post passado e fazendo uma homenagem tardia ao dia/mês das crianças, resolvi falar de um livro teoricamente infantil.


Le Petit Prince, ou O Pequeno Príncipe, do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, é o livro que, dizem, deve ser lido três vezes ao longo da vida: na infância, adolescência e vida adulta. Infelizmente, eu perdi a oportunidade de lê-lo quando criança, mas tentei compensar na adolescência. Na verdade, de vez em quando eu pego o livro pra ler novamente.

O Principezinho (título do livro em Portugal) é uma história extremamente fácil, mas nem por isso simples. Diz-se que para aprender filosofia você deve começar lendo O Pequeno Príncipe seguido por O Mundo de Sofia, para só depois chegar aos grandes pensadores. Eu juro que já ouvi isso, mas não lembro quem foi que me disse.

O livro é história do garotinho que vivia em um planeta, asteroide e que tinha como única companhia uma rosa mal humorada e mandona, e que, um belo dia, resolve sair de seu planeta para conhecer outros lugares e pessoas, e para entender a si próprio. Na sua viagem, puxada por pássaros, ele visita seis planetas, conhecendo seus habitantes, que são representantes exagerados das misérias humanas, até chegar na Terra. Então, ele faz contato com uma cobra, uma raposa e um aviador (Saint-Exupéry?) e acaba descobrindo a importância da amizade, amor e cativação. Ah! E também tem um carneiro!


Escrito em 1943, em meio à II Guerra Mundial, e ilustrado com as aquarelas do próprio autor, The Little Prince é o terceiro livro mais traduzido do mundo. E, entre idolatradores cegos e críticos céticos, é amplamente citado em textos acadêmicos ou casuais. É também dono das citações mais conhecidas e sumariamente repetidas pela humanidade como: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" e "O essencial é invisível aos olhos".


Também sofreu uma série de adaptações e recorrências através de um filme, desenho animado, audiolivro, quadrinhos, exposições e os mais variados produtos (sapatos, jóias, roupas, bolsas, cadernos, etc...) Ainda tem uma série de livros relacionados ou recorrentes ao personagem-título e ao autor, como O Amor do Pequeno Príncipe, também escrito por Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe me Disse, uma coletânea de desenhos, comentários e referências ao livro, e A Verdadeira História do Pequeno Príncipe, uma biografia do autor. E agora ele está sendo remontado para os cinemas, mas dessa vez como animação.


Em linhas gerais, é livro escrito para crianças, sejam elas crianças de fato ou adormecidas dentro de uma pessoa grande, que sempre tem algo novo a dizer ou a oferecer.


_____________
Ver também: 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Guerra e Glamour

Finalmente, meu primeiro post sobre literatura brasileira. E, mais do que isso, literatura cearense!

Luzes de Paris e o fogo de Canudos é o nome do romance de Angela Gutiérrez publicado em 2006, que junta dois dos temas que, paradoxalmente, muito me atraem: a utopia da guerra e o magnetismo do fin-de-siècle francês.

O enredo, em linhas bem gerais, conta a história de Branca, uma jovem de família nobre de Fortaleza, de sua irmã de leite, Morena, e da paixão de ambas pelo médico francês, Louis. O cenário: Fortaleza, a belle époque parisiense e o conflituoso sertão baiano. Todo o glamour da França do final do século XIX misturado ao sangue e suor derramado na Guerra de Canudos.

A bela Paris e o trágico Canudos
Mas não é tão simples assim. O livro se abstém da tradicional linearidade dos fatos e viaja entre passado e presente, através dos achados de Flora sobre sua tia Branca. Porém não pense que é só a Flora que conta a história. O livro é polifônico; mescla os mais variados tipos de narrador, que vão de cartas e bilhetes ao tradicional observador onipresente.

Como se já não fosse versátil o suficiente, ele ainda é ilustrado com grandes obras de arte do siècle d'or français, como as referências a diversas obras e monumentos sobre Joana d'Arc, juntamente com uma arte típica do nordeste, um cordel sobre a história de Branca e Morena. E alguns ditames franceses (com suas devidas traduções) ainda contribuem para dar um charme ao romance. Que fique registrado que esse livro foi o meu grande influenciador para começar a estudar francês.

Um livro diferente, que conta uma história simples, mas, mesmo assim, consegue fugir do comum sem deixar de ser belo.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Deixe-se persuadir

Creio que existem alguns tipo de leitura/literatura que são "tipos curingas", pois não importa que estilo você curta, não tem como não apreciá-los.
Os romances de época estão enquadrados nessa situação, pois são leituras amenas, relativamente fáceis (se você tiver um vocabulário razoável) e despretensiosos, pois não é o final que interessa, pois esse já é óbvio, mas o desenvolvimento da história.

Persuasão na versão de bolso
 da Martin Claret
Persuasão, de Jane Austen, é um exemplo disso. Na verdade, a própria autora é o exemplo perfeito, mas não vem ao caso por enquanto.
O livro conta a história Anne Elliot, uma mulher que foi persuadida pela família a não casar com o jovem oficial da marinha Frederick Wentworth. Oito anos se passam e eles se reencontram, mas as mágoas os impedem de retomar o namoro antes menosprezado. Como uma boa história "austeneana", há uma sutil crítica à submissão das mulheres no século XIX refletida na ironia do texto e sagacidade de suas heroína, mas também o seu happy ending - os protagonistas "deixam de besteira", ficam juntos no final e têm o seu final feliz. Ah! E como não poderia deixar de faltar, uma emocionante e explicativa carta do mocinho para a protagonista.

Algumas curiosidade sobre o livro é que ele foi publicado postumamente, em 1818, Jane Austen escreveu duas versões de final feliz para ele, e que, até hoje, ele é tido como o livro preferido dos britânicos. 

Outra característica dos livros austeneanos é a adaptação do livro para televisão, filmes - recorrentemente refilmados - e peças teatrais e a referência a eles dentro de outros filmes. No caso de Persuasão, ele é o livro preferido de Kate, em a Casa do Lago.

Persuasão: filme da BBC, peça do teatro T. Earl and Kathryn Pardoe,
 e pôster do filme A Casa do Lago



Como eu não consegui achar o trailer, coloquei esse vídeo que é o final da última versão filmada em 2007 pela BBC, que começa com a carta/declaração do capitão Wentworth para Anne. Além do lindíssimo sotaque britânico, o longa conta com a despretensão típica da autora, que, ao meu ver, acaba valorizando muito mais a história.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Uma proposta irrecusável


Não tem nada mais instigante e excitante do que o mundo dos gângsters. E ao se falar em gângster, dois nomes nos vêm a cabeça: Al Capone e Don Corleone, mas não necessariamente nessa ordem. O primeiro foi o gângster mais temido nos Estados Unidos entre as décadas de 20 e 30. O segundo, um dos personagens mais conhecidos e marcantes da literatura e do cinema.

O Poderoso Chefão (The Godfather) é a obra-prima de Mario Puzo que foi publicada em 1969. A história gira em torno do italiano Don Vito Corleone, que é o chefe de uma das famílias mais ricas e poderosas da máfia norte-americana mo pós-2ª guerra. O livro traz a vida do patriarca, a luta das famílias pelo controle da máfia e o processo de formação daquele que seria o sucessor do grande Padrinho. Há também o apresso à família e a interessante importância da troca de favores nesse meio.

Não alheio ao sucesso do livro, a história ficou ainda mais famosa a partir de 1971, ano em que Francis Ford Coppola dirigiu o filme homônimo ao livro, que até hoje está entre os filmes mais importantes de todos os tempos. A partir daí nasceu uma trilogia, com o segundo filme lançado em 1974 e o terceiro em 1990.

DVDs O Poderoso Chefão - The Coppola Restoratiosn


Os filmes repercutiram de tal forma que, em 2000, os herdeiros de Mario Puzo fizeram um concurso para escolher aquele que teria o direito (honra) de poder continuar a história do padrinho. Eis que surge Marc Winegardner que lança, em 2006, "A Volta do Poderoso Chefão" e, em 2009, "A Vingança do Poderoso Chefão". E ainda tem mais um livro previsto para 2012, "A Família Corleone", mas desta vez será assinado por Ed Falco.

Mais do que uma boa leitura, O Poderoso Chefão virou uma espécie de referência cult - e, quem sabe pop - iconográfica  permeada de frases de efeito, como "Isso não é pessoal, são apenas negócios" e "Eu vou fazer uma proposta que ele não poderá recusar". E não é que acabou mesmo até dando algumas lições para quem aspira entrar no mundo dos negócios.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Romeu e Julieta: a tradição da reinvenção

Lavoisier já dizia "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Me parece que nas artes nada se inventa, nada fica obsoleto, tudo de adapta.
Romeu e Julieta é um ótimo exemplo disso.
Tragédia escrita por William Shakespeare, certo? Errado! História adaptada por Shakespeare.

Romeu e Julieta na famosa cena
da sacada
O enredo dos jovens de famílias rivais que se apaixonam e acabam morrendo por não poder viver esse amor remonta da antiguidade, da história de Príamo e Tisbe, de Ovídio. Algo semelhante também é encontrado n'Os Contos Efésios do século III. Já o nome das famílias, Montecchio e Capuleto, antes foram apresentados na Divina Comédia, de Dante Alighieri, mas há ainda quem diga que as famílias realmente existiram.

Passando por cima de mais uma série de títulos e adaptações - Mariotto e Gianozza e, enfim, Giulietta e Romeo -, chegamos a Matteo Bandello, em 1554, com a nouvelle que chegou às mãos do dramaturgo inglês.

E então, a história que já era famosa, se disseminou pelo mundo.
De conto para livro, de livros para peça, de peças para filme, de filmes para o que se imaginar. E até mais.

Animação Gnomeu e Julieta
Falemos de alguns filmes. O de 1968, a história tradicional chega ao Oscar. A versão de 1996 traz os personagens para o século XX com as falas do século XVI: eles saem de Verona, na Itália, e vão para Verona Beach nos Estados Unidos. Em 2005, vieram para o Brasil transformando a briga de famílias em briga de torcidas. Já em 2010, os jovens italianos viraram gnomos de jardim, com direito até à participação especial de Shakespeare. E ainda vem outro por aí...
Sem falar nos filmes inspirados na obra, ou que apresentam a peça como parte de seu próprio enredo.

Mas a história ainda é teatro, seja na versão shakespeariana, ou inundada experimentação, como um musical que retrata a luta entre duas gangues da favela do Maré no Rio de Janeiro, ou uma história repleta de rock e jeans. Pode vir também com a inserção de elementos da cultura local, como proposto, em 1992, pelo Grupo Galpão de Minas Gerais, e atualmente pelo Grupo Garajal, que além de inserir a cultura cearense, experimentou a utilização da simbologia como a diferenciação dos personagens, representados pelo figurino e encenados por todos os atores.


Hoje Romeu e Julieta é história em quadrinho, ensaio fotográfico, história de vampiro, queijo com goiabada, música e até estúdio publicitário.

Ensaio da Vogue

Marcelo Camelo - Romeu e Julieta by luizacarolina30

Enfim, Romeu e Julieta é reinvenção. É a prova de que algo já bom sempre pode se transformar em outra coisa igualmente interessante. Ou não. Mas ainda assim vale experimentar.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O livro que NUNCA acaba

Já aconteceu com você de lhe contarem uma história fabulosa/incrível/maravilhosa, que lhe deixou super empolgada(o)? Aí você descobre que aquela história fantástica é de um livro, e o que você faz? Vai direto atrás de ler aquilo porque você achou muito, muito legal. Então, você finalmente está com o livro em mãos, começa a ler e.... zZzZZzzz... dorme! ¬¬
Na verdade, não mentiram pra você; a história REALMENTE é muito boa. Mas a leitura é chaaataaa....

Entretanto você é guerreira(o) e não vai desistir da leitura assim tão facilmente. Então você lê. Lê. Passa uma página. Mais uma. E outra. E... você não saiu do lugar!! 
As páginas se multiplicam, o livro aumenta de tamanho, as letras diminuem. Aí começa a bater aquele desespero:  "ESSE LIVRO NÃO ACABA NUNCA?".

Você pára. Respira. Mede a grossura de folhas lidas e de folhas a serem lidas. E não é que você já está na metade...
A coragem se restabelece. Você respira fundo, toma fôlego, volta à batalha e... zzZZzzZz... é mais uma vez vencida(o) pelo cansaço. "Mas eu já cheguei tão longe... tá faltando tão pouquinho..."

Água no rosto, xícara de café na mão. Um mês se passou e você FINALMENTE conseguiu terminar aquele livro*!!! Foi uma luta árdua, tensa e dolorosa, mas você conseguiu, venceu!

"Gente... consegui terminar de ler o livro!!"
"Comassim conseguiu, cara pálida? Esse livro só tem 100 páginas!"

É... acontece!
Já aconteceu comigo.
"Viagens de Gulliver", "O Morro do Ventos Uivantes", "Geração Beat", "O Historiador", "Madame Bovary", "Aves de Arribação". Esses foram alguns dos MEUS desafios.
Livros realmente bons, com histórias fantásticas, mas... não tão dinâmicos assim. Seja pela quantidade de descrição, pelo tom técnico, pelas pausas narrativas, pouca ação, demora da ação ou pelo simples fato de o autor enrolar demais pra falar uma coisa que ele poderia ter resolvido em um parágrafo.
Mas há quem tenha adorado a leitura. É tudo questão de compatibilidade.

Os meus desafios. E até que valeram a pena...

A reflexão desse post é: Por isso que tem gente que não gosta de ler. Não é que ler seja ruim; a pessoa que teve o azar de ter tido um experiência dessas e de não ter insistido para ter o prazer de pegar um livro compatível com a sua própria dinâmica de leitura.

--
*Geralmente eu leio um livro em, no máximo, uma semana.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Hora da Partida

Estava eu em Guaramiranga, dando uma de jornalista e fazendo a cobertura do FNT (Festival Nordestino de Teatro), quando surge um senhor perguntando se eu gostava de poesia. Então, ele põe em minhas mãos um livreto cujo título era Tira Gosto. Mas esse não era o único. Havia outro chamado Aperitivo.

Resolvi ajudar o senhor e perguntei quanto era. Ele disse: "Quanto você quiser!"
Trouxe o Tira Gosto para casa e preparei esse post como Aperitivo para vocês.

O título deste poste também é o título de um poema. E este, por sua vez, traduz a vida de seu autor, Valter di Lascio. O poema fala de amar, partir e não voltar. Segundo Valter, ele saiu de casa, em São Paulo, para tomar uma cerveja e até hoje não voltou. Por que sair de São Paulo? "Por que não sair? Deu vontade."
Ele é um poeta marginal, mas não no sentido histórico do termo. Ele não escreve necessariamente para protestar; ele escreve para viver. Literalmente. Quando o conheci, ele estava vendendo livretos para conseguir dinheiro para ir embora.
Ah! Ele também é um poeta andarilho. Ele já foi de Porto Alegre ao Piauí. Vai de lugar em lugar vendendo seus livretos, jogando conversa fora e aprontando alguma coisa.  Em Fortaleza, ele é um tipo já muito visto lá pelos arredores do Dragão do Mar e do bairro de Fátima. Na internet, ele é figurinha repetida em muitos blogs. Tem um jeito boêmio e despreocupado que até lembra os poetas malditos do século XIX.

Sou narcisista, eu sei!
 Mas também era a melhor foto dele...
Voltando a Guaramiranga. Parei pra conversar com ele. "Eu posso te contar uma poesia?" era recorrentemente dito. Em meio a devaneios, ele soltava galanteios - "tudo para ver o seu sorriso" - e frases de efeito - "sair pra virar estatística e notícia de jornal". De fato, ele já virou notícia. Na sua bolsa, ele guarda uma página do Diário do Nordeste no dia 30 de janeiro de 2006.
"O senhor me dá uma entrevista, pra eu postar no meu blog?" "É esse negócio de internet? Pode fazer... Eu já apareci muito na internet, mas eu não sei mexer."

Mas e a poesia? Não tem um padrão. É experimental. É romântica, escatológica, cotidiana, erótica, autobiográfica, de escárnio. E podem trazer um tom de humor sensacional. Passam uma mensagem ou passam mensagem alguma. É um simples ato de escrever. Ele até já publicou alguma coisa, mas ainda hoje tenta publicar "um livro de verdade".

PAUSA DRAMÁTICA: Numa conversa, ontem, com o Filipe, surge a declaração: "Arte não existe. O que existe é uma convenção formada por uma pequeno grupo de elite que são autoridades e que dizem o que deve ser arte". É... Parece que o nosso personagem não agradou a essa elite.

No final da conversa:
"Você vai escrever toda essa putaria que eu falei, é? Você pode me fazer um favor? Você pode não colocar na internet?"
Foi mal! Não consegui resistir...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quem é o vilão?

Segunda Guerra Mundial.
Essa expressão logo nos remete a duas histórias: uma de dor, sofrimento e morte, com o mocinho judeu e o vilão alemão; outra de luta, morte e vitória, com o mocinho americano e o vilão alemão.
Que tal uma história de dor e sofrimento, perseverança e vitória com mocinho e vilão alemães? E uma em que a morte possa se defender? E uma que fale de como a paixão pelo livro pode salvar a sua vida? "A menina que roubava livros", de Markus Zusak, é essa história.

Liesel Meminger é uma garota alemã que é entregue a uma família adotiva durante a guerra. Ela não sabe ler, mas é fascinada por livros, e a sua primeira aquisição foi um exemplar de "O Manual do Coveiro" recolhido oportunamente no enterro do irmão.
A história, narrada pela morte, mostra todos os pontos de vista dos alemães durante a 2ª guerra, aqueles ludibriados pelas palavras de Hitler, aqueles totalmente aversos a esses ideais, aqueles que também foram vítimas da circunstância.

No tocante à leitura, a paixão por livros de Liesel tanto a induz a cometer pequenos delitos para adquiri-los, como acaba confortando pessoas durante um alarme falso, servindo como disfarce numa fuga, mantendo a sanidade mental durante um período de reclusão e salvando a vida de Liesel num ataque aéreo.

No fim, percebemos que tanto o vilão quanto o herói da história e da História não são pessoas, mas palavras. São elas que possuem o poder de confortar e iludir, informar e enganar. Podem ser apaixonantes e aterrorizantes. Os seres humanos são meras marionetes presas a cordas, que são as palavras; eles ganham destaque quando tomam posse da cruzeta (suporte que prende os fios) e passam a tentar comandar o enredo da H(h)istória.


"Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito"

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Marginália

LUIZA CAROLINA POR ELA MESMA:

Sou uma jovem de 21 anos. Sei que não sou mais criança, mas ainda acho estranho ser chamada de mulher. Papai do céu esqueceu de me dar paciência e, por isso, acabo esbanjando sutilezas e delicadezas por aí. Não é por mal, apenas é mais forte do que eu. Não é de se admirar que eu tenha uma verdadeira paixão por ironia e sarcasmo. E por pontuação (aspas, barras, parênteses, reticências). Estranho, eu sei. Acabei me descobrindo a ovelha cinza da família: não tão revoltada e imprudente para ser a negra, mas longe de ser a padrãozinho branca. Metida a pseudo-intelectual e, por falta de interesses específicos, escolhi Jornalismo pra fingir que sei de tudo. Meus hobbies preferidos são ler e reclamar, pois gasto muito tempo no meu mundinho fantasioso particular, mas estou sempre disposta a estar em uma discussão. Tenho opiniões e defendo o que eu acredito, pois espero, um dia, ainda fazer parte do não seleto grupo dos escritores. Sigo o preceito: “se o escritor é interessante, sua obra também o será”. Não sei se eu estou conseguindo, mas um dia eu chego lá. Uma leitora compulsiva de obras de todas as qualidades (boas e ruins). Aprendi que todo livro tem algo a dizer, mesmo que seja "eu sou o pior livro do mundo, não me use como referência". Resumindo: esperem tudo dessa coluna, ou não, de obras-primas a best sellers, desde que eles tenham algo interessante/curioso para ser compartilhado e registrado nas suas inscrições de Marginália (anotações feitas nas margens da folha).

LUIZA PELOS OUTROS:

Camila: Eu tenho medo dela. Isso é tudo.

Murilo: Acredito que a Luiza não seja tão bruta quanto ela pensa ser e quanto os outros acham que ela seja. E se ela é bruta é, quase sempre, quando necessário, com as pessoas certas ou pra frescar mesmo. O que acontece é que por trás de tanta aparente falta de delicadeza está uma pessoa paciente e acolhedora como poucas. Daqui é a que eu conheço a mais tempo, mas não significa que seja a que eu conheço mais.

Thiago: Ainda na tenra idade já dispõe das responsabilidades maternas com o
seu mini-projeto de cachorro Fred. É sério, não mexa com ela se quiser
viver...

Taís: A primeira coisa que vem a minha mente é firme. A Luiza é firme nas decisões, firme nas ideias, firme na atitude, mas, detrás de tudo isso é doce, doce. (assim espero, né, hahahahah)

Samuel: A calmaria depois da tempestade. Muitas vezes a Luiza parece ser uma pessoa estressada e bem difícil, mas no fundo, é uma das pessoas mais tranquilas que já vi. e uma das mais doces. (mesmo que ela tente esconder) e por isso eu a admiro bastante.

Filipe: Não acreditem no que a Luiza fala. Pera, podem acreditar nos textos dela e no que ela tem pra falar. Ela é uma boa pessoa. Capaz de ter uma sacadas geniais. Mas só poderemos perceber isso se dermos atenção a ela. Pow, é sério, em questão a ouvir o que ela tem pra falar, isso realmente eu peço a vocês: Escutem o que ela tem pra falar! Ninguém ouve ela! Só descartem o fato dela ficar dizendo que é malvada, mau-humorada, sem-paciência. Não sei de onde ela tirou isso. Por que, se ela fosse realmente assim, de onde ela ligaria pra um moribundo à beira da morte dizendo que ele fosse se arrumar porque ela iria passar na casa dele, levá-lo até a casa dela, dar o que comer ao esfomeado e ainda por cima levá-lo ao hospital para recuperar as últimas forças que o trariam à vida? Pow, se a Luiza fosse realmente assim tão ranzinza, de onde ela explica o fato de ser uma das pessoas que eu mais gosto, confio e respeito? Ela é foda. É sério, escutem o que ela tem pra falar. Ah, só por curiosidade, estou devendo um rim pra ela.

domingo, 21 de agosto de 2011

Em 3, 2, 1...

Aqui estamos. E aqui está você tentando entender o porquê deste blog ter surgido e qual é a nossa proposta. Vamos tentar explicar, mas não garantimos conseguir.

A causa do Blog é bem simples: que ele seja a extensão das coisas que conversamos. Não haverá nada aqui que já não tenha tentado ser dito numa mesa de bar. Ou na cantina da faculdade, que foi onde todos nós nos conhecemos. Filipe, Camila, Luiza, Murilo, Samuel, Taís, Thiago. Contrariando o velho filósofo Sócrates, sabemos que sabemos de alguma coisa. Sentimos isso. Não conseguimos muito bem explicar o quê. Muito menos o porquê de ter que dizer tudo isso. Iremos tentar falar, cada um à sua maneira, sobre o quê sabemos – ou o quê queríamos saber.

7 amigos, 7 temas, 7 dias por semana. Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado, Domingo. Música, Literatura, Cultura, Esporte, Fotografia, Cinema, Cotidiano. Murilo Viana, Luiza Carolina, Camila Aguiar, Samuel Quintela, Taís Monteiro, Thiago Nobre, Filipe Fernandes.

Você também pode ler aqui para saber mais sobre cada um de nós e o que pensamos uns dos outros:


Murilo Viana (fala sobre música na coluna "Tocando Uma" às segundas-feiras)
Luiza Carolina Figueiredo (fala sobre Literatura na Coluna "Marginália" às terças-feiras)
Camila Aguiar (fala sobre a agitação cultural da cidade na Coluna "A Guiar" às quartas-feiras)
Samuel Quintela (fala sobre Esportes na Coluna "Game Time" às quintas-feiras)
Taís Monteiro (fala sobre Fotografia na Coluna "Click!" às sextas-feiras)
Thiago Nobre (fala sobre Cinema na Coluna "Queimadura de Cigarro" aos sábados)
Filipe Fernandes (fala sobre a Vida na Coluna "Mentiras Sinceras" aos domingos)


Conseguem nos ver agora com mais nitidez? Entenderam o como e o porquê? Se não, não há problema. Nós também não conseguimos.