terça-feira, 1 de novembro de 2011

Nota de Esclarecimento

Venho por meio desta pequena nota esclarecer algumas novas disposições e diretrizes do Blog, decididas em um almoço-reunião no shopping Benfica a muito custo. Digo a muito custo, pois tinha alguma pessoa ou criatura, ainda não se sabe, perto da gente que estava com sérios problemas intestinais ou como se diz no popular: morta por dentro, atrapalhando a concentração e respiração de todos. Mesmo com tais distrações, como pessoas responsáveis e profissionais, meio esverdeados, fomos até o final da reunião.

Não vai ser mais todo dia...
A primeira novidade é em relação a periodicidade das postagens. Como se sabe, todo dia uma postagem era feita com o seu respectivo assunto. A partir de agora, elas serão alternadas. Eu posso explicar: as postagens passarão a ser feitas nas segundas, nas quartas e nas sextas em uma semana e na outra serão feitas nas terças, nas quintas, nos sábados e nos domingos. As postagens de cada pessoa serão publicadas a cada 15 dias, simples assim. Decidimos dessa forma para dar um tempo maior para os queridos leitores digerirem melhor os textos e também para produzirmos escritos com maior qualidade do que eles já são, é claro.

Vai ficar mais difícil!
A segunda novidade é em relação ao que intitulamos de "VIRADINHA". Calma, calma, não é nada sexual. Ela consiste na troca dos assuntos entre os integrantes. Cada um de nós escreve o assunto do colega do dia posterior, sem mudar o dia em que normalmente essa pessoa já posta. Por exemplo, o dia do senhor Thiago postar é aos sábados, ele continuará a escrever aos sábados, mas quando houver viradinha ele postará no sábado o assunto do dia posterior, que é do senhor Filipe. Quando houver outra viradinha, o senhor Thiago postará no sábado o assunto da segunda, assim por diante. Essa mecânica funciona para todos. A primeira viradinha começará no dia 14 de novembro, indo até 27 de novembro.

No mais, continuem nos lendo, comentando e criticando.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Hoje o medo vira festa!


E aqui caímos hoje, exatamente, em uma daquelas datas lembradas por muitos apenas porque envolve festas, comes e bebes: o Haloween, ou, na versão portuguesa, Dia das Bruxas. E se envolve festas, é claro que não podemos deixar de lebrar de músicas que remetem à esse universo divertido de "terror, sangue e medo".
Primeiro, um Halloween não pode ser comemorado sem Thriller. O grande hit de Michael Jackson é homenagem especial aos zumbis.


Não se esquecendo dos fantasmas, temos a música tema do filme "Os caça-fantasmas", composta por Elmer Bernstein.


Se o lance é rock n´roll, o heavy metal de The Number of the beast, do Iron Maiden, não pode ficar de fora.


Mas se a intenção é "abrasileirar" o halloween, porque não investir em músicas que remetem ao nosso folclore?


Na última das opções, quem sabe em fim de festa ou já no início, a Xuxa sempre é uma solução pra animar o esqueleto!


Enfim, ficam aqui algumas dicas caso você queira realmente comemorar esse dia de hoje. Por via das dúvidas, fantasias e bebidas serão sempre a solução para qualquer Halloween! Só não esqueça de me chamar, é claro!

domingo, 30 de outubro de 2011

Hey! Teacher! Leave them kids alone!

Lembra do Castelo Ra-Tim-Bum? Então senta que lá vem a história. (Não, não tem nada a ver com o programa da Tv Cultura)

Gosto de estudar. Gosto mesmo. A leitura do que outras pessoas pensaram pode nos ser útil quando formos construir nossa própria imagem do mundo e a vida. Todas as formas de conhecimento tem algo válido a acrescentar. Exceto inglês, que eu acho uma língua tão prostituída. Aliás, falando nisso, eu fico meio, meio não, fico muito puto com qualquer tentativa de aliciamento do conhecimento. Conhecimento é um bem. Não pode ser tomado como uma prostituta, por exemplo, que se come e se paga sem ao menos saber seu nome, sua história, medos, esperanças. Sim, educação é a ponte que se atravessa a realidade até à liberdade, não um corpo que satisfaz seus desejos e frustrações. Inglês é uma língua prostituída porque o único objetivo que se tem para aprendê-la é para se fomentar o currículo, putz, tem tanto autor bom aí na língua inglesa e ninguém fala nada, Joyce, Hemingway, Kerouac, e ninguém fala nada de se aprender inglês como conhecimento. Só para currículo. Eu fico muito puto. Admito que a prostituição do Inglês foi feita por pessoas, e essa não é uma característica dessa língua. A maiorias das músicas que eu gosto estão em Inglês. Deixe-me explicar, por favor.

Tenho um desprezo intrínseco pelo dinheiro. E ficar tentando adaptar a própria realidade em busca de um bom currículo para conseguir dinheiro eu acho loucura. Desprezo mesmo. É só papel, caralho. Não te alimenta, não te dá vida, nem te faz respirar, não compra nada. Isso mesmo: dinheiro não compra nada. Mas Filipe, não é com dinheiro que as pessoas trocam as coisas que necessitam? Sim, é sim. Mas repito, em auto e bom som. Dinheiro não compra nada. Você que compra alguma coisa. Diferença. Dinheiro é muito importante sim. Quero, no futuro ter um bom emprego com o qual eu consiga tranqüilidade e segurança. Eu tenho dinheiro aqui na carteira, olhe, mas sei olhar para ele e dizer quem é o dono de quem. O que o dinheiro faz pelas pessoas não é nada comparado o que elas fazem pelo dinheiro. Tenho um certo nojo, portanto da educação que tem como objetivo o dinheiro. Não quero uma educação que não seja liberdade.

Quando eu me preparava para o vestibular, perguntei a um colega do colégio, qual seria seu curso escolhido: Direito. Pow, que bacana, mas o que tu pretende fazer na área do direito? Quero fazer concurso. Outra: Medicina, pra quê?, para assumir a clínica do meu pai. Particularmente, quando houve aquele acidente na região serrana, vi no jornal que estava sendo preparado um hospital de campanha. Médicos do exército e Médicos voluntários fariam operações de emergência e prestariam socorro às vítimas das chuvas. Pense como me deu uma vontade de fazer Medicina. E aí vem um cara que diz que quer fazer um curso porque terá emprego garantido. Perceba, ele está adaptando todo um modo de vida e anos de dedicação apenas para ter um salário garantido no fim do mês. Mas, você, leitor, pode questionar: Não é digno tomar uma escolha na vida a fim de se ter segurança financeira? Acho essa pergunta tão ambígua, que se torna capciosa mais para que a faz do que para quem a responde. Ele faz da vida o que ele quiser, mas eu acho uma sacanagem se usar da prática médica mais para crescer economicamente do que para salvar vidas. Ta aí um juramento que não me deixa triste:

Juramento de Hipócrates
"Eu juro, por Apolo médico, por Esculápio, Hígia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue:

Estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça."

O juramento é bonito. Distante da realidade, mas bonito. Digo e repito, é bom ganhar dinheiro, pois, afinal, é preciso sobreviver, mas no final você tem que dizer quem é o dono de quem. Você não vai trabalhar toda a vida de graça, é claro, na Grécia quem trabalhava era escravo, mas também não usar sua profissão com objetivo único de ganhar dinheiro.

Não muito raro, também ficava muito puto quando alguém pergunta por que tem de aprender todas essas fórmulas de física e química se quer mesmo é ser psicólogo. Ou que cargas d’água tem que saber colocação pronominal se quer ser mesmo engenheiro. Antes eu ficava muito puto. Agora não, deixo o rancor guardado no coração mesmo. Sério mesmo. Putz, deve ser até ignorância minha mesmo, pode ser. Deve ser mesmo. Só que não consigo juntar a palavra liberdade com a justificativa que certas pessoas dão para fugir das coisas que não lhe agradam, ou pior, usando nesse contexto, o pretexto de dizer que a matéria que mais odeia não serve pra nada. Que não vê razão de estudar. Às vezes eu fico tão angustiado falando de certos assuntos, que me dá uma coisa, que não consigo concatenar as idéias direito. Vai um vídeo para a galera descansar.


À primeira vista, um desavisado olha pro título e pensa que finalmente chegou o teórico que dará base intelectual ao seu ódio à escola e assim terá uma justificativa para gazear as aulas. Muito pelo contrário, vejo o pensamento desse cara como quase que algumas revoltas minhas. Fala que não é um certificado que capacita um profissional mas sim o interesse e o conhecimento adquirido. Ele não critica o conhecimento em si, ele ataca é institucionalização dele. Eu nunca li esse livro dele, pra ser sincero, entrou pra minha lista. Mas, minhas revoltas, conheço bem.

Nunca gostei de escola. Sempre gostei de estudar. Do mesmo modo que um autor dizia "E parecia-lhe, mais do que nunca, que a humildade é o disfarce de sombrias iniqüidades", percebo muitas escolas como o disfarce para continuidade de uma sociedade preconceituosa e desigual. O educar é substituído pelo doutrinar. O lance do vestibulando que quer fazer medicina só pela clínica acaba se tornando mais um caso de vitória de uma ideologia filha da puta. Nas escolas por que passei, não lembro nenhuma sequer tentar me fazer pensar por mim mesmo. Exceto, às vezes, as aulas do Nélson Campos, que ademais, os alunos nem iriam usar muito, porque não caía no vestibular, então não tinha porque se aprofundar em assuntos críticos. O que era incentivado, pelo contrário, era uma espécie de competição, na qual o melhor aluno seria “o que quer alguma coisa na vida” e o resto seria os frentistas e empregadas do melhor aluno. E pela realidade que sei de outros colégios, a história não varia tanto assim. Certo que, se você for um aluno aplicado, estudioso, suas chances de ter uma vida confortável vão aumentar substancialmente, e de modo paralelo, você não gostar de estudar, as chances de você não conseguir boa condição de vida são igualmente substanciais. O foda é fazer disso um motivo para se depreciar quem não está de acordo com os padrões da escola. Ser alguém na vida acaba se identificando com ter um bom emprego, e dinheiro no bolso pode acabar se tornando o objetivo último de quem abre um livro para estudar. Isso é o que eu acho sacanagem. É a partir daí que a galera, porque não é instruída a gostar de estudar, mas sim estudar para ganhar dinheiro, acaba pensando que certos conteúdos, por não serem úteis na sua futura profissão, são irrelevantes e, quem sabe, até prejudiciais à sua formação. Isso eu acho uma sacanagem maior ainda, depreciar uma forma de conhecimento. É ignorância pura.

Estou pensando agora em alguns amigos meus, um familiar também, que nem terminaram o ensino fundamental e estão até bem de vida. Tenho medo de estar a ser ignorante também. Não posso discriminar alguém pelo fato de não gostar de ler, por exemplo. Poderei ser um ignorante da pior espécie. Mas também não consigo esconder a angústia de ver tanta gente tendo acesso à formas de conhecimento tendo como objetivo não a sapiência em si, mas a acumulação primitiva de capital, por assim dizer. E angústia maior ainda, saber que há tanta gente sem qualquer amparo por políticas de educação. A educação nesse país não é levada à sério.

Vocês estão sacando o que eu quero dizer? Tenho a impressão de que estou escrevendo a cada dia pior. O vídeo que postei, vai, portanto, ao encontro do que eu digo, na medida em que a escola não deve ser um lugar que prende o aluno ao sistema, que o torna um ser subserviente às necessidades do mercado. A escola deveria ser um instrumento de liberdade, aonde o aluno vai para aprender a ter consciência de sua liberdade e decidir por conta própria, e não condicionado por ideologias, a seguir o caminho que quiser, e onde o professor não vá apenas para conseguir levar comida para dentro de casa, mas também para ser um dos instrumentos que vai levar a liberdade à outras pessoas.

É com triste resignação que eu sei que o que falo é bonito, mas impraticável. A sociedade é complexa. Não posso imaginar que a razão de determinadas atitudes das pessoas seja apenas o produto de uma educação mal-intencionada. As pessoas são complexas. Até porque a própria atitude de uma pessoa pode convergir, por decisão autentica ou não, para que queira receber uma educação que se encaixe em suas necessidades existenciais, ou que só queria enxergar o que lhe convém. Seria ditatorial se eu quisesse impor uma liberdade que eu acredito como única. Tolice até. A busca pela felicidade já levou tanto a democracia à Atenas como Pol Pot ao Camboja.

As pessoas são complexas. E acho que é isso o que mais me atrai. E ao mesmo tempo o que mais me deixa triste. Mas a atração é irresistível.

Todos os projetos que eu tenho, tantos parecem impraticáveis. Talvez serei feliz somente no dia em que EU mesmo conseguir minha liberdade. Mas tenho também a impressão que só serei realmente livre quando não for mais que osso. Isso é só uma divagação. Das tantas que eu tenho.

sábado, 29 de outubro de 2011

Frio na barriga.



Estômago foi um daqueles filmes, pelo menos no meu caso em particular, indicado por um amigo (Lucas) que respeito muito e que entende, perdoe-me a expressão: "pra caralho de filmes". Ele faz parte dos amigos de que eu invejo muito o conhecimento cinematográfico como o Victor, o Filipe, o Magão, a Taís, a Kelvia, o Sérgio, Cá e o Bruno.

Tenho certeza que muitos de vocês, assim como eu, achou o título estranho. Seria esse um filme de culinária? Bom, de certa forma pode-se dizer que sim. Melhor seria dizer que o filme é uma ode a gastronomia. Mas não só isso, ele aborda a condição estomacal de ser do homem. O quanto o estômago, um órgão que a primeira vista não merece lá muitas importâncias, condiciona e direciona totalmente as nossas vidas.

É ai que entra a história do humilde retirante Nonato (João Miguel) arribando para o sul em busca de oportunidades outras. Por puro acidente do destino ou como queiram chamar, ele começa a trabalhar na cozinha de um boteco beira de rodoviária. Logo se vê o seu dom para os dotes culinários e lugar passa a ser frequentadíssimo por várias pessoas, querendo provar a sua famosa coxinha de frango. É ainda ai que Nonato vai conhecer o seu grande amor e também, porque não dizer, a sua perdição também. Assim mesmo do jeitinho que as mulheres conseguem ser. O seu nome é Íria (Fabíula Nascimento), uma prostituta amante da boa cozinha.

A narrativa filme não foi construído de forma linear, dividindo-se em dois pólos. Fica-se alternando entre a prisão e o seu momento de aprendizado fora dela. Esses dois momentos vão convergir em um ponto só para ai ser revelado ao espectador qual o motivo da prisão de Nonato. A título de curiosidade, o filme foi inspirado em um conto chamado "Presos pelo Estômago" de Lusa Silvestre. O diretor dele foi Marcos Jorge já havia dirigido até então curtas-metragens e filmes publicitários. Viveu e estudou cinema na Itália durante a década de 90.

Estômago é um filme realmente muito bom, que da orgulho, pois é prata da casa. Que se não der um fome prazer de se assistir, pelo menos um frio na barriga dará.

Estômago (2007)



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

McCullin em uma quinta a noite

Quinta à noite, voltei de uma entrevista Fail com a Camila e o Murilo. Cheguei em casa, tomei banho, deitei na cama, pus o Pancho em cima da barriga e constatei que ele já tava mais pesado do que no dia em que chegou aqui, e percebi que seriam mais poucos dias que conseguiria colocá-lo em cima da barriga e ver Tv, escutando seu ronco, Pancho ia ficar mais gordo e eu morreria sem ar com ele em cima.

Então, zarpeando pelos canais da TV aberta, com um certo ar de tédio, com preguiça de vir aqui e escrever sobre algum fotografo que provavelmente seria um aleatório, eu tava sem vontade, sem inspiração, pronta  pra um escrever automático. Quando me deparei com uma cara conhecida. Sabia que sabia quem era, mas não lembrava. Era no Canal Brasil, uma entrevista. O homem dos seus 60 e poucos anos, falava sobre guerra, destruição, dor, o quanto isso não saia da sua cabeça. Quando o seu nome apareceu embaixo: Don McCullin.


Don McCullin foi/é (está em um momento, segundo ele mesmo, bastante contemplativo dos feitos da sua vida, e do que isso significava para ele) um fotógrafo que se dedicou ao registro em áreas de conflito, guerras, guerrilhas, lugares em que a eminencia da morte estava em cada suspiro. O senhor com os olhos cansados renega a guerra, trata a sua arte como ar de inutilidade, 'Nunca consegui parar um guerra com as minhas fotos. Ninguém nunca conseguirá'.

O entrevistador pergunta, ingênuo, o que ele diria a um fotógrafo iniciante, como chegar ao seu patamar de excelência, o que fazer para ser um bom fotógrafo. McCullin desafia a fotografar o belo, a paz, o singelo. Segundo ele, a destruição está em todo lugar e é, de fato, inútil e fácil de ser vista e fotografada, é deveras fácil fotografar guerras, o sofrimento e a dor nessas situações, as fotos de impacto afloram em todos os cantos. McCullin diz que dormiu entre cadáveres, que amigos foram presos, que milhares de fotógrafos morrem em conflitos só no desejo de tirar boas fotos e ficar famosos com isso. Para ele, isso não vale a pena, nunca valeu, vive assombrado diariamente com o que viveu. McCullin relata que ao revelar as fotos, quando a imagem surge no químico, sua mente é perturbada por tudo que viu, que presenciou, os cheiros, os barulhos, os choros, as dores.







O que me prendeu foi a verdade que emanava dos seus olhos. Aquela verdade de quem já viveu suficientemente tudo que, talvez, a alma aguente. McCullin diz se manter na linha tênue que o mantem entre a sanidade e a insanidade, e que somente por isso ainda não enlouqueceu pelas coisas que viu. Não duvido.



Pesquisei sobre a sua obra e quem era, e descobri que Don abandonou o fotojornalismo em áreas conflituosas, depois do abalo de ver a morte de uma mulher que fotografara momentos antes. Foi uma explosão de um carro bomba no começo dos anos 80.

McCullin tem diversos prêmios, os mais aclamados. Tem o reconhecimento de toda uma área de fotojornalismo, e todo um segmento de fotógrafos que buscam as fotos mais impactantes de guerra para fazer um 'nome'.

O que vi foi um homem profundamente marcado pelo que registrou. Marcado profundamente pela sua paixão em fotografar e pelo que foi obrigado a ver para isso. Senti a dor dele, inexplicável em alguns momentos da entrevista, em que McCullin se mantinha calado, estático, perdido na própria mente. O momento em que o homem está se afogando no seu passado, e que seu poder de esquecer é irrisório perto da quantidade de traumas na alma.


Sugiro que vejam a entrevista, entretanto não achei na internet. O programa era Conexão Roberto D'Avila com Don McCullin. Gostaria de disponibilizar, mas não encontrei.

Enfim, fotografia fascina, encanta, pode até apaixonar e mostrar o melhor do homem, como também provoca danos terríveis em quem a faz, pode mostrar o pior que temos como 'humanidade', pode nos fazer refletir, mas não acaba guerra nenhuma, nisso McCullin está mais do que certo.








Ps.: McCullin fez algumas fotos paralelas ao fotojornalismo de guerra dos Beatles e de outras pessoas famosas, mas em frente a essa entrevista achei que não cabia acrescentar isso no corpo do texto.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Why pink?

Outubro é o mês, acredito eu, mundial da luta contra o câncer de mama, uma das formas comuns de câncer entre mulheres acima do 40 anos de idade. Ao redor do mundo inteiro podem ser vistos prédios e monumentos importantes iluminados de rosa como forma apoio à campanha. Campanha que na NFL (National Football League) é chamada de "a crucial catch".

Durante o mês inteiro, jogadores usaram rosa desde peças de capacete às chuteiras e toalhas, enquanto que os árbitros, técnicos e staff de apoio podiam ser vistos usando munhequeiras e bonés na cor da campanha.



Um "golaço", quer dizer, um verdadeiro touchdown da maior liga de futebol americano do mundo e uma das ligas esportivas que mais movimenta dinheiro ao redor do mundo.

Destaques da próxima semana na NFL: 

A ESPN transmitirá 3 jogos nesse domingo, todos com grande potencial para serem grandes partidas. A primeira é entre o Minnesota Vikings@Carolina Panthers, onde teremos a chance o embate entre dois quarterbacks novatos, Cristian Ponder e Cam Newton, que já possui números para entrar na história da liga como Rookie (novato) of the year, correndo para 7 touchdowns e com várias jardas de passe. O segundo é entre o vice campeão Pittburgh Steelers@New England Patriots com a temporada fantástica de Tom Brady (o marido da Gisele). Já a noite, o Sunday Night Football, evento tradicional de transmissão de futebol americano nos EUA, será palco de um dos maiores clássicos do esporte, Philadelphia Eagles@Dallas Cowboys.

Se você gosta de futebol americano não vai ter do que reclamar nessa semana. E fica a dica, "Real men do wear pink".

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

RECICLA NORDESTE

“Reciclando com sustentabilidade” é o tema da “RECICLA NORDESTE 2011”. Envolverá uma Mostra de Tecnologias Industriais e Sociais para a Gestão dos Resíduos, Salão de Boas Práticas e Indústria Modelo, Seminário Reciclagem e Meio Ambiente e Palestras Técnicas, Cursos, Workshop e Mostra de Ecoarte Cultura além de eventos paralelos de premiação de ações de Responsabilidade Sócio Ambiental devendo reunir 5000 pessoas no Centro de Convenções do Ceará de 3 a 5 de novembro de 2011.

Buscando além da promoção do desenvolvimento como um todo, apoiando o setor da reciclagem e transformação de materiais, a RECICLA NORDESTE é uma iniciativa que visa contribuir para democratizar o acesso e a participação da sociedade no processo de formação de uma cultura local de reaproveitamento de materiais e cuidados ambientais.

Com o propósito de disseminar e conscientizar a reciclagem como ferramenta de transformação e de incentivo à educação sócio ambiental bem como de levar informação, conhecimento e capacitação ao público alvo, a RECICLA NORDESTE prevê a realização de atividades diversificadas e multidisciplinares tais como eventos técnico científicos, culturais e de negócios.

Entre as atividades da RECICLA NORDESTE 2011, estão o Seminário Reciclagem e Meio Ambiente e Indústria Modelo, Palestras Técnicas, Curso e Mostra de Ecoarte Cultura e também, a entrega do prêmio aos vencedores da 8ª Edição do Prêmio FIEC por Desempenho Ambiental.

Mais informações e programação aqui: http://www.reciclanordeste.com.br/

Texto extraído do site oficial do Recicla Nordeste.